Todos têm algo a proferir
ou a escrever
Nos recantos virtuais
Eloquência infindável,
Monólogos
E discussões.

E o tempo
evapora.

Todos têm algo a proferir,
Eu sempre tive algo a proferir.

Eu tive.

Porque em cada processo
De círculo respiratório
Estou, e sei estar,
Absorvendo-me
Copiosamente
Em integral
Silêncio.

Minhas palavras se escondem
Suplicam solidão.
Eu atendo ao pedido.

E, por fim, 
Profiro
O meu mais 
Altiloquente
Adeus.

*Eu disse uma vez que
Só quando compreendermos
A veemência das palavras
É que seremos dignos
Da ausência delas.

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