MAS… POR QUE?

Nosso motivo. Nossa ideia. Nosso propósito.

Porque estamos em crise. E não estamos falando aqui do preço do feijão ou da gasolina. Estamos falando de uma profunda crise social. Do nosso compromisso como cidadãos. Esqueça aquela historinha de que crise em chinês é sinônimo de oportunidade. Não somos chineses. Somos brasileiros. E, na nossa língua, crise é sinônimo de decisão, de virada de jogo, de mudança de rumo. De ação.

E se dissermos que acabamos de sair de umas das maiores bonanças da história recente do país? E o que ficou? Nossa estrutura arrecadadora é super eficiente. E estamos satisfeitos com o retorno? O tempo todo reforçamos que vivemos numa democracia representativa. Mas a gente se sente representado?

Nossa revolta está clara em quase todos os “textões” do Facebook, mas quando desligamos os computadores continuamos inertes. Terceirizamos a culpa. Terceirizamos a responsabilidade. “É o povo de tal região que não sabe votar.” “Os políticos brasileiros não prestam.” Mas o que estamos fazendo como coletivo para mudar esse cenário? Vivemos na ilusão de que alguém surgirá nas próximas eleições para solucionar todos os problemas. Ou que algum juiz vingará o país. Parece que estamos constantemente esperando um super-herói.

E qual o problema de alimentarmos a cultura de super-heróis no Brasil?

Super-heróis são como essas árvores que crescem demais na floresta. Crescem tanto que não permitem que outras árvores cresçam no seu entorno. Porque ocupam muito o solo. Porque suas raízes sugam água demais. Porque seus galhos fazem sombra demais. Porque concentram muitos recursos e debilitam o ecossistema à sua volta.

O mesmo acontece na sociedade. A existência de hiper-líderes fragiliza o tecido social. Fragiliza estruturas. Fragiliza instituições. Fragiliza a participação cidadã. É como se não precisássemos nos preocupar com o bem comum, pois já tem alguém que está “tomando conta da situação”.

O Brasil Não Precisa de Super-heróis utiliza como ponto de partida uma das ideias mais poderosas do pensamento marxista. Relaxa, não vamos entrar em questões ideológicas. É mais uma crítica mesmo. Uma crítica aos filósofos por se limitarem a interpretar o mundo, enquanto fugiam da árdua tarefa de transformá-lo. Uma ideia que reforça a necessidade de superar a inércia. De colocar a mão na massa. De agir como coletivo. Mas ainda entendemos que o cenário não só demanda ação. Pois a ação sem reflexão nos leva do “Tchau Querida” ao “Fora Temer”.

O documentário, portanto, refletirá sobre o cenário social do nosso país por meio da ação das juventudes. Porque acreditamos que existe um expressivo número de jovens que está se colocando à frente dessa árdua tarefa e, com seu exemplo, está nos convidando a fazer parte desse processo. Porque queremos espalhar práticas que podem inspirar a participação na construção de um país mais justo. Mais nosso. Pois temos certeza que o Brasil não precisa de super-heróis, só precisa de cidadãos que façam a sua parte.

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