Monologismo no discurso de campanha antitabagismo

Fábio Mendes, William Lima, Filipe Lobo, Carlos Maciel

Peça publicitária encontrada no verso de embalagens de cigarros.

Nesse exemplo da campanha antitabagismo promovida pelo Ministério da Saúde, o discurso implícito no exemplo está na pele modificada da mulher, na parte onde a carteira de cigarro está sobreposta, denotando os males que o cigarro faz para a pele, como, nesse caso, o envelhecimento precoce.

O discurso do anuncio analisado esta calcado na monologia, pois o único enunciador proeminente dos sentidos da mensagem é o Ministério da Saúde.

O que caracteriza o monologismo na imagem são fatores como: (1) Autoritarismo: no enunciado PARE DE FUMAR, escrito a partir de um imperativo; (2) Dogmatismo: presente na advertência feita pelo enunciador, que não abre espaço para discussão ou argumentação aprofundada sobre o malefício do fumo destacado, o envelhecimento precoce da pele; e (3) Apagamento: a personagem feminina não apresenta um universo individual ou subjetividade, sendo apenas uma expressão visual concordante com o que o locutor enunciador tenta impor como mensagem.

A produção não dá ideia de uma experiencia para o consumidor. Trata-se de uma peça publicitária objetiva e direta, não dando margem para a subjetividade.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.