Números de feminicídio no Estado de São Paulo aumentam a cada ano

Em dias nos quais a luta pela igualdade de gênero vem ganhando grandes proporções em mídias, políticas públicas ou até em ciclos sociais, os números que relatam o feminicídio no Brasil ainda são constantes em veículos de comunicação.

Dados estatísticos disponíveis no site da Secretaria de Segurança e Defesa Pública do Estado de São Paulo (SSP), mostram que no primeiro semestre de 2018, cerca de 65 mulheres foram vítimas de feminicídio no Estado paulista. 32 delas, no interior.

De acordo com a ONU, 1 em cada 3 mulheres é, ou será vítima de violência no Brasil, país que possui a quinta maior taxa de feminicídio no mundo. São dados que, infelizmente, vêm aumentando a cada ano. Em 2016, 812 mulheres foram assassinadas no Brasil, simplesmente por serem do gênero feminino. Em 2017, o número aumentou em 6,5%, onde ocorreram 946 homicídios contra a mulher.

De todos estes 65 crimes cometidos contra o gênero em questão, apenas um foi considerado como Homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ou seja, os números de feminicídio no Estado, além de assustadores, mostram que, quase sempre, foram premeditados e intencionais.

O Descomplica, curso pré vestibular online, publicou em seu canal do YouTube, em 2015, um videoaula sobre o este tema, visando uma compreensão maior sobre o assunto. Para se informar, basta acessar o link

Dados como estes fazem com que diversas mulheres se movimentem para defender o gênero, porém, os números ainda são pequenos. De acordo com a Ipsos, cerca de 41% das mulheres brasileiras sentem medo de se expressar e lutar por seus direitos, e 14% das entrevistadas ainda se consideram inferiores aos homens. Com relação a alguns países, como a Índia, onde 83% das mulheres são feministas, ou a China, onde o índice percentual é de 74%, o Brasil ainda se mostra em fase de formação de feministas, com apenas 51% de mulheres que lutam pela igualdade de gênero. Isto se dá à propagação de fake news e a falta de compreensão sobre o termo, muitas das vezes visto como femismo — ideologia que prega a superioridade do gênero feminino — , e não como uma luta por direitos iguais.

O canal “Politize!”, do YouTube, também fez um vídeo sobre a violência contra a mulher, contendo dados estatísticos. Para saber mais sobre, acesse o link.

Por: Gabriela Almeida

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