Empresas focam na busca pela igualdade de gênero

Terceiro tema na lista de Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2000, a igualdade de gênero tem se tornado também um dos principais focos de atenção dentro das empresas, no mundo inteiro.

Ações, políticas internas e projetos que impulsionam e estimulam a valorização da diversidade sexual e de gênero têm sido adotados nos ambientes de trabalho. Funcionários valorizados e respeitados garantem, para os empresários, melhor desempenho e o aumento de produtividade.

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O esforço é para reverter os dados que mostram a diferença, ainda gritante, entre homens e mulheres, na esfera profissional. Segundo a própria ONU, no Brasil as mulheres já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, recebem menos mesmo quando executando as mesmas funções e ocupam os piores postos de trabalho.

De acordo com as Nações Unidas, em 1998, 52,8% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, comparadas a 82% dos homens. Em 2008, as proporções eram de 57,6% e 80,5%.

Algumas campanhas importantes foram criadas no País nos últimos anos para estimular as mudanças necessárias nas políticas empresariais. Em 2005, por exemplo, o governo federal lançou o Selo de Pró-Equidade de Raça e Gênero que certifica empresas públicas e privadas comprometidas com a promoção de igualdade entre mulheres e homens no ambiente de trabalho. Em abril deste ano, a sexta edição do programa premiou 124 empresas que adotaram as práticas orientadas pelo governo.

LGBT

O respeito às pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero) no mundo corporativo também tem sido trabalhado dentro das empresas. Na multinacional IBM, por exemplo, a política de diversidade, que abrange seis áreas, inclui uma meta voltada para esse grupo social.

Ligados ao departamento de recursos humanos da empresa, grupos de voluntários criam uma rede de diálogo entre funcionários e seus chefes sobre temas como gênero e respeito às diferenças.

Em entrevista ao jornal Clarín, uma das coordenadoras do departamento de Diversidade da IBM, na América Latina, Carolina Russo, explicou que esse trabalho além de estar ligado à questão social é também estratégico: “Nossos clientes são diversos e os nossos funcionários também. Estamos à procura de pessoas mais talentosas e não trabalhar para a inclusão de minorias, mas na aceitação e promoção da diversidade”, afirmou.

Uma das ações na IBM é garantir aos funcionários o conforto para que ela seja que realmente é. O mesmo tem acontecido na empresa de produtos químicos Dow. Nela, o vice-presidente anunciou, em vídeo, aos seus funcionários, que há 20 anos vive um relacionamento homoafetivo.