Catraca Livre — um estudo sobre seus posts
Marcelo Ramires
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Marcelo, muito bom post, ao qual acrescento uma informação: quando eu trabalhava na Folha Online, percebi uma prática do Dimenstein que, na época, me deixou ao mesmo tempo surpreso e chateado. Ele ficava de olho em qual era o assunto do momento, e escrevia posts curtos, de três ou quatro parágrafos, sobre o assunto para poder “colar” na manchete da Folha Online. Resultado: suas notas estavam sempre entre as mais lidas, embora, em 99% dos casos, fossem só um “mexido”, sem nenhuma informação nova ou opinião avalizada.

Comecei, a partir disso, a ter um olhar crítico sobre o trabalho do Dimenstein, e a verdade é que não há nenhum motivo para achar que a saída dele levou a isso. Na verdade, é ele que é exatamente isso. Basta ouvir, por exemplo, os boletins dele na CBN, que nunca têm nenhuma informação nova, com frequência têm informação errada, mas são sempre em cima da pinta do que as pessoas querem ouvir. Ou seja: há muito tepo deixou de ser um jornalista para ser um excelente intérprete da audiência.

Nada contra, cada um na sua, tem espaço pra isso, muito mais espaço pra isso do que pra jornalismo, na verdade. Mas vamos dar às coisas o nome que elas têm, e esse nome não é jornalismo.

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