Os Segredos da Colheita
Jul 24, 2017 · 1 min read
Planto meus pés em solo sagrado
Esperança ainda no tempo por vir
Vejo, no fundo, que há algo errado
Engasgo em choro se quero sorrir
Prometo a mim que sei o que sou
Juro um amor que nunca me vem
Imploro por paz quando ela convém
E escondo da vista se algo sobrou
Do trigo colhido fazemos o pão
Que sirvo, orgulhosa, ao alvorecer
Mostro a todos que desejam ver
E acabo com meu próprio sangue nas mãos
O vinho tornado carrega segredos
Que limpam a carne das minhas mentiras
Razão que respiro e me salva da ira
E passa suave por entre os meus dedos
Faço a colheita do tempo distante
E abro espaço ao auto-perdão
Comungo na terra caminhos errantes
Ciente das coisas que ainda virão.
