Despertar para a colaboração

Simbologia do EEJ-BA 2016 que podia ser mais vivida no dia a dia.

Um questionamento, em particular, permaneceu durante toda a semana comigo: Somos, de fato, uma rede colaborativa? Estamos dispostos a fazer com que as nossas EJs cresçam cada vez mais e que possam atuar juntas para o desenvolvimento do MEJ baiano? O quanto desse discurso é apenas um romance criado para nos sentirmos mais engajados com o movimento e o quanto disso é transformado em colaboração verdadeira? Tive uma experiência com a minha EJ que evidencia que o movimento ainda tem um pensamento individualista que, embora esteja melhorando, ainda insiste em limitar o compartilhamento de informações e experiência.

Imagine que você tivesse estruturado uma capacitação em prospecção e serviços para os membros e trainees da sua empresa. Agora imagine uma situação: se uma EJ conterrânea lhe pedisse para participar da capacitação que você tivera preparado para a sua empresa, você permitiria? Como assim vou capacitar uma concorrente direta para que ele possa usar de todo conhecimento que eu construí com tanto trabalho e dedicação? Ela pode pegar meu processo de prospecção, melhorar e “roubar” toda a minha gama de potenciais clientes de mim?

Esse seria eu, há mais ou menos seis meses atrás me questionando. Prontamente eu teria dito não. E muitas pessoas também o fariam. E o fazem. Mas que tal começarmos a nos questionar esse modelo mental, expressão que temos usado muito ultimamente, para descobrir o porquê dessa negativa. Por que não capacitar uma EJ? Por que não fazer com que existam pessoas mais capacitadas para que elas possam atingir mais mercado? Será mesmo que ela iria roubar nosso mercado? Por que não se comprometer com o propósito do MEJ? Será que ela é necessariamente uma concorrente? Será que essa EJ também não teria uma visão de compartilhamento? Não queremos ser líderes da era do compartilhamento? Da co-criação? Até onde esse modelo antigo de se pensar vai nos levar?

Houve muita divergência entre o meu posicionamento e o posicionamento de membros da minha empresa. Foi aí que eu comecei a me questionar sobre a colaboração da rede. Estamos mesmo colaborando com a evolução de todas as nossas EJs? O que esse pensamento individual traz para minha EJ e para o MEJ?

Exemplos como a efetivação na semana passada de um serviço novo da Praxis Jr mostram o grande potencial de colaboração que o MEJ baiano tem. A empresa anteriormente citada oficializou que a partir de agora realiza o projeto de Neutralização de Carbono. O legal da história é o fato desse novo serviço ter sido desenvolvido em conjunto com a ESA Jr., que já tem esse serviço maduro em sua carta de serviços, oferecendo para o mercado essa solução. Essa ação pode ser atribuída ao programa de apadrinhamento das EJs, promovido pela UNIJr-BA no início do ano, mas é muito mais! Isso é a consciência de lideranças positivas do Movimento Empresa Júnior gerando resultados. Eu me alegro muito com isso.

Esse texto nasceu de uma necessidade de compartilhar um pensamento. Não quero concluir por nenhum leitor. Meu objetivo foi simples: fazer com que você se questione sobre o futuro do nosso MEJ.

Comecei no movimento porque queria aprender e continuo porque acredito no seu propósito. Por que não dar a chance a outras pessoas também?


O texto foi escrito por Henrique Santana, diretor de Gestão de Pessoas da TM Jr.

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