Pérolas do impeachment

Para se ter uma ideia da “boa técnica jurídica” do pedido de impeachment assinado pelo trio Bicudo/Reale/Paschoal, basta um exemplo. Na seção 3.3 do documento, a tríade ilustrada discorre sobre a “possibilidade de responder por crime praticado em mandato anterior”. Depois de citar meia dúzia de posições colhidas na doutrina e na jurisprudência em suporte à tese, a tríade recorre a… Janaína Paschoal! Isso mesmo. Está lá — página 58: “Em maio de 2015, no Jornal do Advogado de São Paulo, Janaína Conceição Paschoal, subscritora da presente, também respondeu que sim, ao participar de debate referente ao cabimento de impeachment, por crime praticado no mandato anterior”. É notável. Um caso ímpar em que o orador usa um argumento “magister dixit” recorrendo a si próprio. É o argumento “eu sou foda”. Magister dixit, magister sum.

Referência (tome seu esomeprazol e confira):

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/12/leia-a-integra-do-pedido-de-impeachment-de-dilma-aceito-por-eduardo-cunha-4921294.html#

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