O que?!

O susto que levei ao ouvir Bang por Tiago Iorc

Zapeando meu aplicativo de músicas sob demanda me deparei com um single de Tiago Iorc. Era Bang. Sim, o bang de Anitta… Dei play.

Era uma versão gourmetizada da música da jovem funkeira carioca ao estilo ralentado do cantor brasiliense, morador de Curitiba e conhecido dos estilos inglês e americano de músicas.

Quando conheci Iorc ele era mainstream, underground e cantava trilhas em inglês de novelas e séries.

Um ano ou mais depois, se popularizou com hits românticos e mais próximos da Convencional Música Brasileira. Há meses escreveu com Sandy e Lucas um single que tomou conta das rádios do país. Me espera.

Me espera, que vem mais!

Agora acordo ao som de Bang. Anitta. Funk. Pop. Iorc?

Pressão de uma gravadora, ou pressão do público? Ou até mesmo uma vontade pessoal de atingir melhor resultados e maior número de fãs?

Em tão pouco tempo e antes mesmo da formação de sua identidade musical Iorc perambulou por diversos ambientes. Não que ser flexível não seja bom. É! Mas tudo me parece um misto de busca do sucesso a qualquer ritmo e inconstância no entendimento do eu-musical.

Numa cena em que a viralização online das músicas é mais importante do que o quanto ela significa o artista que você é, perde-se grandes talentos. O comércio, o IBOPE, os trends… Calma! Cadê o conteúdo?

A massa consume cada vez mais o que lhe é oferecido sem, ao menos, buscar pelo gosto pessoal e por diversidade de interesse. As rádios estão inundadas de mesmas-músicas-por-hora e… Bang! Todos estão ouvindo e cantando a mesma coisa.

Em contrapartida, neste tempo que o acesso à tecnologia é mais real, o aumento das criações independentes são a esperança de novidades, de cultura própria.

Influências são sempre válidas, mas a repetição de um modelo a exaustão nos fará mais pobres musicalmente, como anta acontecendo nessa última década.

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