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Este texto tem uma abordagem interessante e sincera sobre a nossa condição como ser humano. Eu consigo entender perfeitamente seu ponto de vista e impressão, mas não consigo concordar. Você pode até achar que estou sendo precipitado no que acho, mas, na verdade, penso o contrário: em nós tudo sobra.

Mesmo a carência de essência (da qual você trata no elo — herança), que nos é típico, não diz respeito a essa falta que você trata neste texto. Acredito que a falta de essência é uma consequência do distanciamento dos processos orgânicos que tivemos ao longo da evolução. Já a sobra é a condição vital de qualquer espécie, independente de qual patamar de evolução ela atinja no mundo.

Penso que é difícil se enxergar na condição de sobra, exatamente porque o problema é que, por não sabermos o que fazer com essa constante sobra, entendemos ela como falta. Quando achamos que estamos preenchendo a falta, na verdade só estamos canalizando a sobra. Porque, afinal de contas, o que a gente chama de necessidades, eu só consigo entender como vontades. Se há uma necessidade sequer, essa é a vontade. Ou, então, é a vontade que cria a necessidade.

Sobre o artista, mais uma vez penso o contrário: para este, mais ainda, tudo sobra, excede, abusa. Quando ele cria, é porque está retendo as forças e canalizando de alguma maneira.

Enfim, o texto é ótimo, pois mesmo discordando da visão da falta, ainda acho essa conclusão bastante esclarecedora.

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