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Reflexão forte. Se for levar à risca cada interrogação do texto, sobra que não somos nada que não seja a constituição dos valores sociais. O grande dilema existencialista: a existência precede a essência. Pois essência, de fato, não temos quase nada. Cada um, um imenso oco a ser preenchido pela cultura. O que me leva a crer que somos um amontoado de identidades e pertencimentos, de paradigmas e moldes.

Mas, por outro lado, me cutuca à cabeça uma ideia que pode parecer bem ingênua para colocação sobre o que somos, mas que eu adoro acreditar: que ainda somos as necessidades básicas da natureza animal: sono, fome, dor, gozo, ira, preguiça… Enfim, pulsões. E isso me tranquiliza. Porque são essas coisas que nos mantém presos a uma condição que não somos nós que impomos a nós mesmos, mas sim a própria natureza.

Aí, se for ver na balança, a natureza também nos deixa uma grande herança.

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