Mídias Sociais: O erro fatal da Vogue Brasil com a Paralimpíada

As mídias sociais não perdoam. Guarde essa frase como um mantra. O mais recente exemplo é a campanha que a Vogue Brasil lançou na quarta-feira (24 de agosto) para apoiar as Paralimpíadas.

A ideia da Agência África não foi bem aceita pelo público e gerou diversos comentários negativos para a revista.

A campanha Somos Todos Paralímpicos, protagonizada por Cléo Pires e Paulo Vilhena, exibe os atores como atletas paralímpicos.

Cléo surge sem um dos braços, na pele de Bruna Alexandre, paratleta do tênis de mesa. Já Vilhena, no corpo de Renato Leite, do vôlei sentado, tem uma prótese no lugar de uma das pernas.

Em seu Instagram, a Vogue Brasil descreveu a ação como uma maneira de atrair visibilidade e ajudar na venda de ingressos da Paralimpíada do Rio de Janeiro.

O fato causou revolta nas redes sociais da revista e virou Trending Topics no Twitter.

E a lição do dia é…

A ideia de incentivar as Paralimpíadas é muito legal. Mas erraram na concepção totalmente. Como falar de algo onde a principal reivindicação é a inclusão sem incluir os atletas com deficiência? Por que é preciso “embelezar” o problema?

O estrago foi feito. Se o objetivo era mesmo, como eu acredito, de ajudar na divulgação dos Jogos, que os atletas paralímpicos estivessem à frente da ação. E não atores globais.

Para quem usa as mídias sociais para divulgar seus produtos, fica a lição. Relacionar sua marca e produto com causas sociais sempre é positivo. Mas é preciso sempre avaliar todos os prós e contras. Uma intenção só se torna efetivamente boa quando a ação também vai na mesma direção.

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