A cabeça pensante: Mark Manson
O ego é nosso maior mal, a positividade é quase sempre prejudicial, devemos ser mais céticos e seguir menos a verdade absoluta?
Nós, seres humanos, temos um ego a manter, assim não temos tanta facilidade em ouvir verdades, seja sem fazer uma expressão negativa ou discordar só para se manter “em cima”, e a linguagem corporal faz muito bem seu papel e representa muita mais do que você possa imaginar, enfim, meu foco aqui não é abordar esse ponto em específico, mas recomendo uma busca mais aprofundada da sua parte. Positividade se tornou uma maneira da gente aceitar tudo que acontece ao nosso redor de uma maneira menos complicada, cada pessoa tem sua rotina, seus estresses diários e seus inúmeros problemas, essa tal de positividade que nos anima, que nos dá energia para o dia de amanhã, talvez eu nem esteja aqui amanhã, mas vamos ser positivos. Milhares de formas para nos atrair, seja por pessoas ou até para comprar aquele livro onde o assunto principal é a “positividade”, e assim este autor conseguiu trazer uma outra forma de nos abordar, de simplesmente nos dizer que somos só mais um em meio a tantos outros, de simplesmente dizer que você não é o centro da atenção, que qualquer risada ao seu redor não é sobre você, afinal, o mundo não gira entorno de você.
“Uma vez ouvi um artista dizer que quando uma pessoa não tem problemas a mente automaticamente encontra um jeito de inventar alguns”

A sutil arte de ligar o f*da-se, carrega o selo “Best-seller”, segundo livro de Mark e de enorme importância. A partir do momento que seu livro bate um número tal de compradores, sua influência aumenta em escala, a responsabilidade cresce junto, o autor sempre será o mais fiel ao livro, a cada palavra colocada ali e a forma que a mesma é exposta a nós, mas somos humanos e cada um tem sua interpretação e, isso é maravilhoso, até ser preocupante. Não levar o titulo do livro tão ao literal é missão complexa, não é simplesmente sobre largar mão de tudo e mandar todo mundo se f*oder, vai muito além do que só isso, ou melhor, nunca foi só isso. Um livro categorizado de autoajuda, mas que anda pelo lado oposto, ou melhor, te coloca no caminho certo, nos questionamentos certos, onde o ego fica de lado e pode-se perceber o quão humano somos, e o quão falhos sempre seremos.
E ao mesmo tempo é tão estranho pensar que o ego nos corrompe, que o dinheiro delimita nossas vida e até mesmo nossas escolhas, perguntas do tipo “Por que a gente morre tentando ser alguém? Por que traímos os outros por dinheiro?” o erro é nosso, e gostamos de por toda a culpa nas diversidades da vida, deixamos tudo para “amanhã” e ainda reclamamos que esse “amanhã” nunca chega. Aqui ninguém merece mais do que outros, mas infelizmente muitas pessoas ainda tem mais privilégios. Seja cético com tudo e todos e não se aproxime de quem não te acrescenta em nada.
“O problema é o seguinte: a sociedade atual, através das maravilhas da cultura do consumo e do exibicionismo de vidas incríveis nas redes sociais, produziu uma geração inteira que enxerga esses sentimentos negativos (ansiedade, medo, culpa, etc) como problemas”.
Uma busca sem fim para descobrir o que realmente somos, do que gostando e do que queremos. Percebo que não deveríamos buscar enlouquecidamente uma explicação para tudo, ainda mais quando se trata de nós, somos falhos e isso não é nenhum segredo, erramos muito mais do que acertamos, então qual é a chance de fazer uma escolhar certa sobre nosso futuro? escolher corretamente entre tantas opções que moldam nossa personalidade? somos falhos. A partir do momento que colocamos em nossas cabeças que somos bom em algo e péssimo em outro, acabamos nos rotulando mesmo sem saber, mesmo sem querer. Durante toda a vida teremos inúmeros contatos com diversas coisas, seja uma comida, seja um esporte, seja até com pessoas indesejadas, cabe a nós buscar uma forma de lidar com cada situação, sem botar limites desnecessários nas nossas atitudes, sem rótulos, sem julgar algo mesmo sem provar. Sempre seremos falhos, mas podemos buscar errar menos se nos permitimos a tentar ter um contato mais real com todas as oportunidades que nos são dadas, afinal, ninguém nasce sabendo tocar piano até apertar a primeira tecla, mas nem tudo é tão simples, tudo envolve dedicação e aprendizado, e com toda certeza menos rótulos.
O ceticismo tem que se tornar um hábito, é preocupante ver pessoas acreditando em algo que nem sabem explicar, que nem saber o porque fazem, que só estão lá, como robôs, e jamais teremos o RoboCop, a salvação não vem, e a nação não anda.
Mark Manson, foi a cabeça pensante da vez, autor jovem, 35 anos, ainda tem muito a nos dizer, a expressar sua forma de ver o mundo, ainda sei que vou falar muito mais dele por aqui. Sejamos livres, sem contemplar a verdade absoluta, e que sejamos positivos mas não em excesso, temos muito a oferecer.
