As Caça-Fantasmas

Longe que esse post seja feminista ou o que o valha e mais longe ainda de mim advogar pelas mulheres porquê:

- não sou advogado.
- não sou mulher.

Mas que ideia incrível fazer o remake de Os Caça-Fantasmas como um elenco feminino. Dá finalmente o sentido útil que os remakes precisam. Porque refazer algo de outro é foda. Você sempre estará naquela posição que o ser humano mais odeia, o de ser comparado. Lembrem-se do constrangimento que Kiko causava no Chaves quando ele sempre via alguém com algo e queria fazer melhor. Pensem na vida do Zuckerberg, um Prometeu comparativo que, para cada Vine que nasce, há um Instagram a ser comprado.

Quem cêis vão chamar?

A refilmagem que muda um ponto crucial da história é sempre um ótimo remake. Ele tira de você a perspectiva do original, aquela bobagem adorável que os fãs de determinado filme têm de ficar comparando quadro a quadro se o novo é o velho. Porque além de ser o único animal que reelege quem deixa faltar água e luz, o homem certamente é o único animal saudosista.

Exemplo recente é o remake de Robocop, que deixou de lado a violência para mostrar que o Estado não pode prover segurança, mas que deixá-la na mão da Apple (ninguém me tira da cabeça que Michael Keaton é o Steve Jobs naquele filme) também não é uma boa solução. Imaginem o quão legal seria se refilmassem Titanic sob a ótica do iceberg? Ok, não seria tão legal, então já sabemos que não tenho três talentos:

- ser advogado.
- ser mulher.
- ser roteirista de cinema.

Uma pena Paul Walker ter morrido. Imaginem um Ben-Hur nos dias atuais, trocando as bigas por carros?

PS: ainda bem que minha única relação com o cinema é a de fã. E nem de filmes tão bons assim. Se bem que essa minha ideia de Ben-Hur 2000 (temos um nome!) cairia como uma luva na vida de Nicolas Cage.

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