No bar, somos todos ditadores

Exceto para a escolha de bares, sou sempre favorável à democracia. Na democracia tudo é permitido, mas algumas vezes o bom senso impera. É o melhor do mundos, sem dúvida.

Vejam São Paulo, por exemplo. São Paulo tem o Borba Gato, o Templo de Salomão e o Hugo Chávez desenhado pela Dona Cecilia. Exceto pelos fãs, todos odeiam os três. E os três simbolizam as imperfeições do liberalismo, da igreja e da esquerda, respectivamente. Mas estão aí, expostos pela cidade para mostrar que sim, somos plurais até nos nossos ódios.

Com o impeachment ocorre o mesmo. Você pode achar válido, outro pode achar um argumento dos fracos e o terceiro pode nem saber a como se escreve. Mas é uma prerrogativa da democracia. Em algum momento da vida alguém será o Luis Fabiano e, se acabar se posicionando mal, poderá estar impedido. Se o juiz erra ou não, é do jogo.

O mais incrível da democracia é que as instituições são sólidas o suficiente para que não sejam incentivadas ou cerceadas pelas hordas do Facebook ou pelos doutores em direito constitucional do Twitter. Para ter impeachment, é preciso ter presidente. E é justamente isso que faz com que ele dobre a esquina com cautela.

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