2016 já se foi.

Por muitos dias me perguntei como coisas inacreditáveis e inimaginaveis acontecem no decorrer de apenas um ano. É surreal acordar um dia, escutar uma música e pensar sobre tudo o que aconteceu no ano anterior e, acima de tudo, ver o que está acontecendo agora. E o que está acontecendo agora é bom, é realmente muito bom. Tão bom que chega a ser um pouco estranho.

Notar seu próprio desapego de uma coisa que antes fazia todo o sentido do mundo para você, e agora ver que a significância que ela tinha para você não passa de uma lembrança… É um misto de sensações e emoções que, as vezes, não existe descrição.

A alegria da sua percepção: Flashes de todo aquele desenvolvimento de alguém que antes você nem sonhava em ser; se tornar em tão pouco tempo. As pessoas que você compartilhava uma rotina, mesmo não conhecendo cada uma delas verdadeiramente, mesmo que no final elas se mostrem algo que você definitivamente não conhecia, ou fingia não conhecer. Amizades e inimizades, todas originadas com tempo de convivência e surpresas no ano que se passou.

É claro que não podemos esquecer daquelas pessoas marcadas com uma identificação ruim, uma marca de desonra e mau exemplo; infame, desconfiável e ruim. O lobo mau que todos tem de tomar distância. Talvez elas possam ter alguma culpa pela própria reputação que possuem. Talvez essas pessoas são apenas usadas como pretexto para uma comunidade de pessoas “x” e “y” odiar e não se odiarem entre si. Talvez… Sem há um talvez. Muitas hipóteses, não é mesmo? É, eu sei. E essas não são nem a metade das opções existentes.

Sabe o ditado de nunca julgar o livro pela capa? Então, verídico. Cometi esse erro com algumas pessoas, me deixei iludir pela opinião de alguém que achava que conhecia e aquela opinião estava errada. Tão errada quanto a pessoa.

Em um ano creio aprendi mais do que aprendi em toda minha — não tão longa — vida. Descobri que ao escolher o que achamos certo, estamos errado ao ver de um número de pessoas inferior na sociedade. E algumas de nossas escolhas, tanto as bem pensadas, quanto as tomadas por impulso, tem um impacto não só nos outros como em você mesmo. Do nada, de um dia para o outro, sua imagem está suja para eles. Imperfeita para perfeição que eles creem ter, pois foram postos por si mesmos em um pedestal imaginário que todos compram.

Em todo meu tempo naquele lugar o que mais aprendi, não foi sobre escrita, não foi sobre interpretação e muito menos sobre personagens, mas sim sobre as pessoas.

Pessoas falam.

Pessoas mentem.

Pessoas julgam.

Pessoas são falsas.

Pessoas usam máscaras.

Pessoas são pessoas.

Algo chocante nisso? Não. Não mais. Não importa mais. ISSO não importa mais. Eu aprendi as lições em um jogo que, por um ano, fez algum sentido agora desconhecido por mim. Olhar para um ano atrás e poder ver tudo o que aconteceu desde o dia primeiro de janeiro de dois mil e dezesseis é surpreendente. 2016, o ano que na brincadeira virou uma lição de vida.

Hoje sinto que deixo aquele lugar. Não sei se por agora, não sei se por um mês, por um ano, ou pelo resto dos meus dias.

Independente do que for acontecer, levarei as poucas pessoas que realmente se mostraram valer a pena e fazer alguma diferença na minha vida. Lembro que já existiram muitos, agora existem tão poucos… Não, isso não é triste. É feliz.

A vida é assim, pessoas entram, pessoas saem, você fica. Mas, no fim, você também vai.

Agradecer todos os dias pelos que ficaram do seu lado até mesmo perante seus erros, suas mentiras e suas dores… Esses são os amigos reais. Talvez eles não liguem para agradecimentos e façam isso por achar que é o certo. Mesmo assim: Cuide dos seus e sempre tente retribuir o que um dia eles fizeram por você.

Enfim, na conclusão disso tudo, basta apenas possuir a coragem para levantar novamente.

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