Números binários sem caô

Olabi Makerspace
May 4 · 3 min read

E aí galera, beleza? Aqui é a Ana!

Como vocês têm acompanhado no Youtube, já foram lançados dois vídeos do Computação sem Caô! E, a cada dois vídeos, teremos um texto no Medium como complemento.

Hoje, iniciando essa fase no Medium, contarei um pouco para vocês sobre a importância dos números binários. Sabe o 0s e 1s que os computadores usam? Eles tem uma importância que vai muuuuito além desse uso!

Números binários. Foto: Helga Silva

Vivemos em uma era de crescente interesse pela história da Ciência. As razões para isso são muitas, mas certamente as tecnologias — cada vez mais complexas — e as questões levantadas sobre si mesmo estão entre as mais importantes. Vou mostrar essa importância através da sua história, vem comigo! 👇

Por volta do século III a.C., o matemático indiano Pingala inventou o sistema de numeração binário. Pingala apresentou a primeira descrição conhecido de um sistema numérico binário. Ele descreveu o sistema numérico binário em conexão à listagem das métricas védicas com sílabas longas e curtas. A sua discussão sobre a combinação de métrica corresponde ao Teorema Binominal.

O uso do zero é às vezes erroneamente designado a Pingala devido à sua discussão sobre números binários, geralmente representados usando 0 e 1 na discussão moderna, mas Pingala usou sílabas longas e curtas. Quatro sílabas curtas (em binário, “0000”) no sistema de Pingala, contudo, representam o número um, e não o zero. Ainda usado atualmente no processamento de todos computadores modernos, o sistema estabelece que sequências de uns e zeros podem representar qualquer número.

Em 1703, Gottfried Leibniz desenvolveu a lógica em um sentido formal e matemático utilizando o sistema binário, uns e zeros que também representam conceitos como: verdadeiro e falso, ligado e desligado, válido e inválido. ✔️❌

Levou mais de um século para que George Boole publicasse a álgebra booleana (em 1854), com um sistema completo que permitia a construção de modelos matemáticos para o processamento computacional. E aí, em 1801, apareceu o tear controlado por cartão perfurado, invenção de Joseph Marie Jacquard, no qual buracos indicavam os uns, e áreas não furadas indicavam os zeros. O sistema está longe de ser um computador, mas ilustrou que as máquinas poderiam ser controladas pelo sistema binário.

Recentemente foram encontrado registros de que este mesmo sistema binário do binário foi pensado por habitantes de Mangareva, que desenvolveram este sistema para contar peixes, frutas e outras coisas de valores diferentes em transações comerciais. Esta descoberta foi feita por Andrea Bender e Sieghard Beller, do Departamento de Ciência Psicossocial da Universidade de Bergen, Na Noruega.

Eles mostram que a simplicidade deste uso para o dia a dia dos habitante inspirou o que conhecemos hoje. Logo, como tem sido a minha conclusão dos últimos tempos acerca da tecnologia, a sua função vai depender do contexto que está inserida, e Leibiniz utilizou binário na lógica formal dos habitantes de Mangareva para contar seus alimentos.


Viram que o sistema binário não é só usado pelos computadores digitais? 💻

Até a próxima galera e continuem acompanhando o Computação Sem Caô no Youtube! 😉


Links complementares:

Documentário sobre o número binário:

Matéria do El País sobre a descoberta dos habitantes Mangarevas:

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