Como ter autonomia sobre suas métricas de produto utilizando o Google Tag Manager

Olavo Vieira de Carvalho

Keywords: agilidade, autonomia, ambiente de testes, container tag, tagueamento

Se você é um profissional de marketing provavelmente está familiarizado com o GTM e não deve encontrar novidades nesta leitura, agora se você é UX ou PO/PM e (ainda) depende de um desenvolvedor para gerenciar suas métricas provavelmente já sentiu dificuldades: seja pelo processo que pode ser demorado (desenvolver, testar, homologar, esperar deploy) ou pela inevitável (re)negociação do backlog de desenvolvimento e este artigo sugere uma alternativa para estes gargalos ou barreiras.

No universo de produtos digitais, dados e métricas sobre o perfil e comportamento dos usuários são essenciais. Para coletar essas informações é necessário adicionar às páginas de um site ou app códigos ou scripts, que são chamados de tags (você pode ouvir pixels por aí também).

O processo tradicional de adicionar tags não é nada simples: cabe aos programadores modificar o código de todas as páginas do site — ou anda criar regras para modificar páginas específicas — toda vez que surge uma nova campanha, um novo teste AB, um novo programa de análise de dados e por aí vai…

Existem inúmeros pontos negativos no processo de adicionar tags manualmente, mas citarei apenas dois:

  • O desperdício de tempo de desenvolvedores gerenciando tags pode ser enorme e deveria ser gasto de uma maneira mais produtiva.
  • Além disso, o fato de depender dos programadores reduz a velocidade e quantidade de decisões baseadas em dados.
Visitando a Netshoes.com.br, o Ghostery mostrou 51 tags diferentes sendo 12 só da Google (mais o tag manager)

Ok. Mas como o Google Tag Manager muda tudo isso?

Lançado em 2012, o GTM é um sistema substituto à necessidade de manter cada tag presa ao código fonte (hardcoded) além de habilitar não desenvolvedores a gerenciar estas tags através de uma interface gráfica.

Em vez de ter cada uma das tags dentro do código fonte da tua aplicação, o GTM trabalha com o conceito de containers.

Para que não nos adiantemos demais, no entanto, vamos retomar alguns conceitos amplamente utilizados pelo Google Tag Manager para, então, explorarmos as possibilidades dessa ferramenta.

O que é um container?

O contêiner é uma tag universal que guarda todas as suas tags. Se suas tags fossem peças de roupa, o contêiner seria o armário. Existem formatos diferentes de contêineres, dependendo se suas tags serão utilizadas para sistemas operacionais de desktop (opção “Web”) ou dispositivos móveis (iOS e Android).

O que é um tag?

De forma simples, as tags falam para a ferramenta o que fazer, por exemplo, “enviar número de visitantes para o Google Analytics”.

O que é um trigger?

Os triggers — ou disparadores — determinam quando as tags devem ser utilizadas, por exemplo “toda vez que alguém visitar uma página”

Com o GTM, você terá um ambiente apartado do seu código fonte para as implementações de tags e pixels que parte do mesmo princípio usado no desenvolvimento de sistemas, a cada nova alteração dentro do seu container é estipulado um ponto de restauração (versionamento) além dos modos debug e de pré visualização.

Em resumo, o uso dessa ferramenta se traduz em mais produtividade, autonomia e menos especificidades técnicas dos profissionais de produto. Corta-se o processo intermediário por meio dos recursos que técnicos o próprio Google Tag Manager se encarrega.

É uma imensa otimização do fluxo de trabalho deixar essas tarefas nas mãos de quem convive com essa rotina dia após dia.

Por onde começar?

Isto será muito fácil, especialmente porque esta é uma ferramenta gratuita. Pensei em mostrar como criar uma conta e começar a adicionar as principais tags mas numa rápida busca encontrei bons materiais e separei alguns:

Existem outros gerenciadores de tags (Tag Management Systems)?

Claro, alguns deles são:

  • Adobe Analytics Dynamic Tag Management (Mais poderosa do mercado mas extremamente cara)
  • IBM Coremetrics (Tem um nome bonito mas nunca utilizei)
  • Ensignten (Focada em segurança da informação)
  • Tealium (Focada em segurança e operações complexas, no Brasil só vi o site do Santander utilizando até hoje mas claro que pode haver outros)

Thanks to Diana Alves

Olavo Vieira de Carvalho

Written by

Studying digital experiences since the dial-up era

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade