O descalabro das
tevês oficiais
Pego carona nas sempre oportunas observações e informações do amante das letras jurídicas e da democracia, Zé Paulo Cavalcanti. Não fui abrangente o quanto deveria nas minhas colocações ao admitir a validade, ainda que mínima, dos incineradores do dinheiro público. As tvs oficiais não passam de uma imoralidade útil apenas como pretexto institucional para o nepotismo e para o indecente uso politico-eleitoral.
Se passassem a inexistir elas fariam falta equivalente a zero. Quer dizer, pagamos verdadeiras fortunas — apesar de um estratosférico déficit orçamentário — para garantir empregos a afilhadinhos, a cabos eleitorais e, de quebra, para alimentar vaidades dos adoradores de microfones e câmeras, políticos sem vergonha. Em nenhum país observador das regras da moral e da ética adota esses desvarios. As nações que têm como princípio básico o respeito aos seus cidadãos/contribuintes aplicam os recursos públicos de forma racional, honesta. Não os desperdiça com aplicações perdulárias nem os disponibiliza a malversações, como o fazem nossos representantes, no geral fisiologistas, descompromissados com o bem comum. Eles não dão a mínima para “esse tal de bem comum”. Para eles não se trata mais do que uma ficção, um espantalho. Aliás, essa cultura da irresponsabilidade e desonestidade com o patrimônio público no brasil vem de tanto tempo que nem parece razoável alimentar esperança ou sonho de mudança. Como os milagres às vezes acontecem, sejamos menos incrédulos.