Sobre um certo quarteto macabro
Um amigo me provoca, de mansinho, quase disfarçando a intenção de me qualificar como petista empedernido, ou coisa assim. Talvez uma mórbida curiosidade. Relevo-o. O perdão não me cansa. Remete-me à conclusão de que ele excluiu da sua leitura uma série robusta de textos em que condeno severamente a trilha delinquente de um pelotão de militantes petistas — principiando pelo sapo barbudo. Reservo-me, até com uma pontinha de vaidade, o privilégio de ser independente o suficiente para criticar a todos, indistintamente. Até por indispensável. Não os julgo; crtitico-os tão só, eis que para julgar me faltam atributos.
Os eventuais protagonistas de um quarteto macabro do PT, cuja omissão ele me questiona, poderiam ser listados às pencas, é verdade, mas faz sentido considerá-los cachorros atropelados, sem força e instrumentos pra dar a volta por cima. Estão no subsolo ou algo assim. O quarteto que deve ser agora realçado, é o que está no comando da orquestra, desafinada, mas ainda orquestra. Esse quarteto a que me refiro como grupelho pernicioso, macabro, não pode permanecer nos postos de decisão nesta província continental porque a vida pregressa não o credencia. E, mais grave, gravíssimo, perfil incorrigível: falta-lhes as qualidades essenciais e a principal delas é a chamada conduta ilibada, exigência constitucional. Cláusula pétrea.
A escolha dos nomes formadores do quarteto não é minha, até por me faltar competência, lucidez mesmo, para me arvorar de julgador. O Quarteto Macabro decorre de uma decisão tácita de quem mais está autorizado a julgar, pois movidos por conhecimento de causa: os nossos compatriotas, os que — desgraçadamente — por erro ou outras motivações que agora não vêm ao caso, o constituíram. As figuras, pelo caráter, pelo comportamento reiterado, bem merecem formar esse Quarteto Macabro. Para não errar por omissão, repito-lhes a identificação — Bento Carneiro, o líder; Eliseu Padilha, Moreira Franco (Angorá) e o surubeiro Romero Jucá.