Desconfie de quem reclama do livre-mercado, ele pode não saber história

Colonas de origem russa (Doukhobors) arando a terra manualmente em Saskatchewan, Canada, em 1903

Aos que lamentam que hoje em dia as pessoas morrem muito mais de câncer, as crianças comem muito mais doces, que existem mais problemas respiratórios e etc., saibam que até 1800 nenhum país no mundo tinha expectativa de vida acima de 40 anos para crianças que sobrevivessem aos 5 anos; um bebê nascido até 1960 tinha 20% de chances de morrer antes de completar 5 anos; desde a década de 60 também, a expectativa de vida das mulheres na África subsaariana aumentou 16 anos e nos últimos 50, cada ser humano do planeta aumentou em média quase 3 vezes a renda (considerando a inflação), além da oferta de calorias, que aumentou 1/3.

Saibam vocês que não precisamos mais passar a maior parte do ano tratando a terra e por isso nos alimentamos de menos produtos considerados “orgânicos”. Apesar de não nos exercitar diariamente retirando água do poço, ingerimos mais água mineral, que vem direto da bica e muito mais carne vermelha, graças a tecnologias para plantio, seleção de sementes e desenvolvimento de agrotóxicos. Como nos preocupamos cada vez menos com a produção de alimentos, mais nos dedicamos a atividades que nos trazem prazer. Nos transformamos em especialistas e favorecemos a troca pacífica de produtos (comércio) e inovação. Tanto é que de 88 países com dados confiáveis, em 67 deles os assassinatos tiveram um grande declínio nos último 15 anos.

Desde 1800, início da Revolução Industrial, do livre-mercado ou capitalismo, a população mundial aumentou 6 vezes. Mas não se desespere, hoje apenas 0,2% do território nacional é ocupado por cidades e infraestrutura. Se colocássemos toda a população da Terra no estado do Amazonas, a densidade demográfica ainda seria a da cidade de Curitiba. Portanto, agradeça que existem pessoas disponíveis, que se dedicam, inclusive, na criação e manutenção das mídias sociais que você usa para reclamar da vida.