Útica Angyalföldi, 24c

Durante as férias, em agosto deste ano, tive uma das mais importantes revelações da vida. A Juju e eu ficamos em um excelente apartamento no bairro Lőportárdűlő, em Budapeste. O bairro é novo, para os padrões da cidade, e se desenvolveu a partir do final do século XIX pela comunidade judaica, que ali construiu um hospital, cemitério e sinagoga.

O prédio, concluído em 1932, teve seu subsolo transformado em uma espécie de “bunker”, durante a II Guerra. E hoje, apesar de manter os pesados portões, este subsolo é um depósito comum do condomínio. O anfitrião, Iztván, mantém ali 2 bicicletas novas para os hóspedes. Como a topologia da região de Peste é plana, é virtualmente possível conhecer boa parte deste lado da cidade sem usar transporte motorizado.

Como estávamos próximos da Margit-sziget (ilha Margarete) — uma bela ilha no meio do rio Danúbio, de vasta área verde, spa e restaurante — resolvemos preparar as bicicletas para o passeio. A magrela, com uma elegante cestinha, estava pronta e testada para a Juliana. Porém a bicicleta maior, sofisticada e com muitas marchas, por mais que eu castigasse a bomba de encher pneu, não conseguia sustentar o meu perfil. No fim, resolvemos visitar a ilha a pé, o que era mais prático para a atividade de abrir latas e degustar cervejas tchecas. Foi quando eu entendi, de uma vez por todas, que eu nunca seria um hipster capaz de “salvar o mundo”.

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