Preferência nacional

O que uma igreja, que serve como referência para que seus membros alimentem pessoas nas madrugadas, tem em comum com o resultado da iniciativa do programador, que insatisfeito com o péssimo serviço e alto preço dos táxis, resolveu desenvolver um aplicativo para transporte e criou uma comunidade de passageiros e motoristas? Ou com o grupo de amigos que no último inverno se reuniram em um grupo de mídia social para arrecadar e distribuir cobertores para moradores de rua, enquanto a guarda municipal os recolhia a pedido do prefeito?

O desenvolvimento humano, que ocorre graças a ausência de controle e não por causa dele. A anarquia, que vai além da utopia que confunde jovens e adolescentes na era da Informação. Anarquia não é ausência de regras e limites, mas a ausência de estado, a ausência do monopólio da força que nos sujeita a extorsão a restrição de liberdade. Tudo aquilo que realizamos e evoluímos em sociedade é fruto das relações espontâneas, anárquicas, sem dirigismo, sem as ferramentas da autocracia a qual a maior parte das pessoas estão sujeitas.

Veja o grupo de amigos que decidiu criar um condomínio, um coletivo “anarquista”, em Alto Paraíso de Goiás, uma região isolada do país. Desejavam criar seus filhos de maneira diferente e exercitar a espiritualidade e esoterismo com pouca interferência externa. Mas, que nas últimas eleições municipais, elegeram um vereador (sic!), através do Partido Trabalhista Nacional (PTN). Segundo o grupo, o diferencial é o mandato “coletivo”.

Sempre ouvi dizer que a ‘bunda’ era preferência nacional dos brasileiros. Mas basta o período eleitoral para ver que esta afirmação está incorreta. A preferência nacional, é sem dúvida, a teta estatal.

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