Se políticos fossem pessoas com boas intenções, fariam outra coisa da vida

Temer começou sua carreira política no início dos anos 80, em plena ditadura militar, e desde então vive do dinheiro do estado. Participou da elaboração de regras de regulação conhecidas como “constituição”, que nesta última versão é um conjunto de contradições, promessas de privilégios impossíveis e artigos que favorecem membros “iluminados” do grupo dirigente, ou seja, o estado.

A obra de ficção constitucional favoreceu a escolha popular, no estilo proposto por Pôncio Pilatos (33 D.C.), do jovem karateca que desde o final dos anos 70 já seguia os passos do pai e do avô, como membro remunerado do estado. Como não foi capaz de agradar outros membros “iluminados”, Collor foi rebaixado, mas continuou a viver às custas do estado, abrindo espaço para outro Fernando.

“Um homem não é menos escravo porque ele está autorizado a escolher um novo mestre de vez em quando.” — Lysander Spooner

Fernando Henrique, o orgulhoso socialista erudito, que antes de usar dinheiro do estado para convencer outros membros “iluminados” a repetir sua permanência no cargo máximo da instituição, se formou em uma universidade paga com dinheiro do estado e em seguida se tornou professor da mesma instituição, antes de assumir outros cargos, no estado. Fernando sempre foi um bom amigo de Luiz, o orgulhoso socialista iletrado, que após uma precisa mutilação, encerrou sua breve carreira de operário, passando a viver de aposentadoria, paga pelo estado. Luiz era persistente, queria notoriedade e seguiu sua vida “batalhando” fora das fábricas, representando organizações menores, do estado.

Um dia Luiz chegou em Brasília — uma cidade construída pelo estado, para o estado e nunca fora do estado — onde gostou de ficar. Mas para continuar lá, precisava de mais recursos (dinheiro) do estado para convencer os membros “iluminados”. Contou com uma “oportunidade” de recorrência mensal para usar os recursos de um modelo de negócio conhecido como Banco, que é intensamente regulado e ordenado pelo estado. O banco também controlava empresas de telecomunicações, intensamente reguladas pelo estado. Pouco tempo depois, descobriu-se que usavam dinheiro dos correios (do estado), das lojas do esporte favorito da terceira-idade e dos fundos de pensão de funcionários do banco do estado.

Para continuar em evidência, esta quadrilha (termo usado para nomear uma estrutura organizada às custas dos outros), continuou fazendo acordos com membros “iluminados”. Representada agora por Dilma — uma senhora que na juventude preferia bomba a Zumba — muito bem associada a Temer , que foi apresentado no começo deste texto, se aliou a Cunha, um radialista que a pedido de Collor começou a comandar nos anos 90 uma empresa de telecomunicações, do estado. Entre postos de gasolina, lavanderias, portos navais internacionais e construtoras, a menina dos olhos, a empresa de petróleo do estado — que dizem ser de todos os brasileiros (e que se eu realmente tivesse um pedaço, já teria vendido a muito tempo) — virou a galinha dos ovos de ouro da fábula e acabou reduzida a 90% do que já foi um dia, junto com qualquer expectativa em membros “iluminados” que um cidadão mais ou menos bem informado teria. E Luiz, que se dizia “do povo”, passou a usar o jatinho da construtora, financiada pelo estado, nas tentativas de escapar dos resquícios da verdade que o apontavam como articulador e promotor da festa.

“Democracia é a forma de governo em que o povo imagina estar no poder” — Carlos Drummond de Andrade

Todas as figuras mencionadas, são reais. Os breves relatos de suas atuações também. E apesar de todos os fatos, de todo o histórico onde todos os personagens estão relacionados, nenhum deles sofre ou sofreu qualquer represália por sua participação em crimes contra a propriedade, liberdade e até a vida. São membros “iluminados” que constantemente afirmam defender o que os gregos antigos chamavam de demokratia, o “governo do povo”. Mas esta abstração, o “povo”, apesar das pequenas participações de caráter individual irrelevante, como o voto, e das breves aparições apoteóticas em mobilizações urbanas, não tem nenhuma relação direta e evidente com o estado. Você, que é um prestador de serviços, fabricante, agricultor ou comerciante e que passa 10, 12 horas por dia se dedicando a entregar os melhores produtos aos seus clientes, não faz parte do estado. Como a maioria dos habitantes que não tem um contracheque vinculado a nenhum sindicato, órgãos estatais ou partidos políticos (que também são financiados pelo estado), você não faz pertence ao estado.

E o estado, nada produz. O estado não é capaz de gerar qualquer riqueza. Sempre que ler ou ouvir “financiamento estatal” ou “financiado pelo governo”, saiba que é do seu dinheiro que estão falando. Desde que você se torna alguém produtivo, você é obrigado a cumprir com uma única participação no estado: o seu financiamento. Você, que trabalha mais de 6 meses ao ano para pagar impostos exorbitantes e onipresentes somados a uma inflação (o mais cruel dos impostos, originado na emissão de crédito para privilegiados associados ao estado) cada vez maior, é quem financia o governo e o estado.

“Existem dois tipos de pessoas numa nação: aqueles que pagam seus impostos e aqueles que recebem e vivem dos impostos.” — Thomas Paine
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