The Seven Deadly Sins

A Netflix lançou no mês passado a primeira temporada do anime The Seven Deadly Sins baseado no mangá homônimo que está sendo publicado aqui no Brasil pela JBC.

Antes de mais nada um alerta para quem está lendo o mangá: essa primeira temporada do anime vai além da edição atual da JBC (a nove), imagino que a primeira temporada deva fechar com a edição 12. Então se você faz questão se ver a história no mangá, terá que esperar um pouco mais para assistir a série.

Vou confessar que quando a JBC anunciou o título, não li nada sobre ele, olhei a capa e pensei: “ah, é um mangá sobre piratas”; e deixei de lado.

Mas quando apareceu na Netflix, não resisti e logo descobri que eu estava imensamente errado, era um mangá de fantasia medieval britânica.

Eu me impressiono muito com a habilidade dos japoneses. Não tem absolutamente nada de novo em The Seven Deadly Sins; é a mesma estrutura de várias outras histórias de jornadas, com os mesmos tipos padrões de personagens, com as mesmas piadinhas de sexo feitas por e para garotos de 12 a 14 anos e, ainda por cima, inspira alguns personagens na mitologia de Camelot, ou seja, mais batido impossível.

Daí vem o roteirista japonês e escreve essa história que não teria nada de especial com um ritmo milimetricamente perfeito e basta um único episódio da história para nos prender e a hora que percebemos estamos no capítulo 7 pensando: “quantos mais eu consigo ver hoje?”.

A grande questão, muitas vezes, não é só ser “igual” a outras coisa, mas sim aproveitar o melhor de cada fórmula. Criar personagens extremamente carismáticos como o Capitão dos Sete Pecados Capitais Meliodas, que é fisicamente um garoto (com humor de garoto inclusive) mas é muito velho, experiente, preciso em tudo que faz e que tem uma arma curiosa (uma espada quebrada). Ou mesmo o alívio cômico feito pelo porquinho falante Hawk.

Também é importante dar a complexidade necessária para os coadjuvantes como é feito na história em que Meliodas sai em busca dos seus antigos companheiros junto com a princesa Elizabeth e eles são apresentados aos poucos, cada um com espaço suficiente para se mostrar a que vieram e com direito a se revelarem criaturas mágicas diversas com pequenas histórias próprias a se desenrolar, como a história sobre a floresta das fadas.

A trama também favorece, os Sete Pecados foram protetores do reino e depois foram banidos como traidores do reino pelos Cavaleiros Sagrados, anos depois é revelado que os Cavaleiros eram o verdadeiro mal e uma das princesas foge em busca dos renegados acreditando que eles seriam a única esperança.

Como eu disse, tudo é bem igual, mas é muito divertido. Vale a pena tanto ler o mangá quanto assistir o anime. Agora estou no aguardo da segunda temporada pela Netflix.

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Originally published at www.diletanteprofissional.com.br on January 8, 2016.

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