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Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Gestão do Território da Universidade Federal do ABC, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Planejamento e Gestão do Território.

Orientadora: Prof.ª Dr.ª Silvana Maria Zioni

São Bernardo do Campo — SP / 2020

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RESUMO A dissertação analisa o processo de definição do traçado da Linha 1 — Azul do Metrô de São Paulo, interpretando as influências dos agentes públicos e privados e de manifestações da sociedade civil. Através de entrevistas com técnicos e dirigentes da Companhia do Metropolitano e de outras entidades envolvidas, bem como da leitura e análise de jornais, revistas especializadas e documentos técnicos, procuramos verificar o grau de atendimento a demandas econômicas, urbanas e de mobilidade da população. Verificamos que houve baixa participação da sociedade paulistana nos debates sobre traçados — à exceção dos engenheiros do Município e de consultorias privadas, que elaboraram os planos. Os governos federal e estadual e a Câmara Municipal avalizaram o projeto, mas não intervieram no traçado. O prefeito Faria Lima afirmava que o metrô traria benefícios à indústria nacional — pela grande quantidade de insumos que essa obra demandaria — e resultaria no descongestionamento do centro urbano — graças à retirada de ônibus das ruas. Os cortes de ônibus, somados a um amplo programa de abertura de avenidas, atenderiam aos interesses de uma outra indústria (a automobilística) e das classes médias (proprietárias de automóveis). O metrô de São Paulo, portanto, seria a outra face do nosso febril rodoviarismo. Através de nosso mapeamento, verificamos que as camadas de mais alta renda foram as mais beneficiadas com a implantação da Linha 1 — Azul. Aliás, toda a rede proposta em 1968 era conservadora, pois restringia-se às áreas densamente habitadas da capital. Os habitantes das periferias, afirmavam os planejadores, deveriam continuar utilizando ônibus e trens. Por todas essas razões, concordamos com Chico de Oliveira (1982), que atribuiu o grande peso das “classes médias” na política urbana ao desmantelamento, pela ditadura, das organizações dos trabalhadores. …


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Fonte: “50 Anos — Metrô”

O Governo do Estado de São Paulo pretende “conceder” a linha 15-Prata do Metrô à empresários particulares. O leilão estava marcado para este mês, mas foi adiado (fonte). Dito isto, coloco algumas questões e convido os colegas a lerem a documentação do edital e ajudarem na elucidação.

  1. A remuneração ao empresário será por passageiro transportado, à semelhança do que ocorre com a linha 4-Amarela? Se sim, este modelo irá onerar demasiadamente os cofres públicos, pois o Estado arcará com reajustes anuais e o pagamento das gratuidades (idosos, deficientes, estudantes)?


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Facebook/Reprodução

Os paulistanos tiveram até o dia cinco de março para sugerir alterações no edital da licitação de ônibus da cidade de São Paulo. Essa consulta pública ocorreu ao mesmo tempo em que moradores dos bairros de Jabaquara, Jardim Helena e Butantã, e também estudantes da USP, mobilizam-se contra os cortes de linhas anunciados nesta licitação. …

About

Oliver Cauã Cauê

Geógrafo, mestre em planejamento. Pela justiça social e pela cidade. 🚈🚲 #PublicTransport #UrbanMobility #UrbanPlanning #TransportEnCommun #Mobilité #Urbanism

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