Nasci bruxa, mas me esqueci

Olivia Alves
Nov 1 · 2 min read

Hoje passei por um grupo de meninas que brincavam e senti a magia. Pequenas bruxas! Brincam de estórias criadas na mente, simplesmente sabem como as coisas funcionam.

Lembrei de mim, a pequena Olivia apaixonada pelas pedras. Voltava das viagens sempre com uma pedrinha no bolso, e algumas delas me acompanham até hoje (e estiveram por perto mesmo nas fases em que me esqueci delas). As pedras e cristais são muito poderosos. São parte desse todo do qual também fazemos parte. A terra os abriga como a nós e suas energias e vibrações nos encontram.

Lembrei da Olivinha que brincava na terra, subia em árvores, cultivava uma hortinha, fazia comida de mentirinha com terra e folhas. Uma criança bem mais conectada com a natureza do que essa adulta que vos escreve. E conexão com a natureza é magia. Conhecimento sobre a natureza é sabedoria.

Também criança eu dançava. Soltava meu corpo no ar sem me preocupar com certo ou errado, sem me preocupar com o que iriam pensar. E o ar acolhia meu movimento, e eu acolhia a música, numa junção perfeita e leve.

Também me lembro de entoar mantras, desenhar mandalas, olhar o céu estrelado e através de tudo isso me conectar com uma espiritualidade que àquela época não tinha esse nome pra mim. Meu eu criança não saberia dizer que aquela sensação boa de receber uma luz violeta e sentir coisinhas era a energia da Chama Violeta derramada sobre mim. Mas, de fato, isso simplesmente acontecia.

Hoje tudo parece demandar esforços. Toda a leveza se perdeu em meio às obrigações sociais, às expectativas externas que transformei em necessidades. O sistema, a matrix, ou seja lá o nome que queira usar é cruel. Te afoga de uma forma tão intensa que se torna quase imperceptível que tudo é uma ilusão. Seu coração te diz, sua intuição grita, e você insiste em pensar que o que faz sentido é o que o mundo te diz ser melhor.

É preciso muita força pra lutar. É preciso esperança infinita pra ir contra tudo o que está estabelecido. É preciso encontrar os iguais, e pra isso acontecer, é preciso vigiar a nós mesmos e não cair nos velhos erros.

Mas me aquece o coração saber que é possível. Brilham meus olhos quando encontro almas afins que compreendem tudo isso. E esses encontros são apenas reflexos daquilo que cultivamos: nesse caso os iguais se atraem, não o contrário.

Assim, as paredes da separação se rompem e a totalidade se apresenta como um Universo sem barreiras. E eu finalmente sei que vai ficar tudo bem!

    Olivia Alves

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