Mudam-se peças e características, mantém-se sistema
Muito se falou sobre uma tal mudança de esquema do Criciúma para encarar o América Mineiro, no Independência, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. A entrada de João Henrique na vaga de Caio Rangel dava a entender isso. Variações como o 4–3–1–2 ou até o 4–3–2–1 eram possibilidades ao 4–3–3 (4–1–4–1) normalmente adotado por Luiz Carlos Winck.
Entretanto, o que foi visto em campo em Belo Horizonte foi apenas a manutenção do sistema dos últimos jogos. Ricardinho, anteriormente compondo uma das faixas centrais, atuou pela extrema direita; João Henrique ficou alinhado com Douglas Moreira; e Jonatan Lima ficou posicionado entre as linhas— como mostram os flagrantes abaixo:


A medida era simples: com Ricardinho pelo lado, Winck buscava bloquear os avanços de Giovanni e impedir a dobra em cima de Diogo Mateus, que constantemente sofre com problemas defensivos — normalmente ocasionados por suas buscas de jogo central.
Além disso, com uma rígida linha com quatro meio-campistas a frente de Jonatan Lima, Winck buscou diminuir os espaços de Matheusinho, Renan Oliveira e Luan, trio que circulava atrás do centroavante Bill e muitas vezes trocavam de posição.
Alterações
Com as substituições, Winck manteve a estrutura da equipe no 4–1–4–1 em boa parte do jogo. A grande novidade, porém, foi na primeira alteração. Alex Maranhão, que ingressou na vaga de um discreto João Henrique, entrou para fazer a extrema pelo lado esquerdo, com Silvinho por dentro. O posicionamento do camisa 11 foi uma novidade testada pelo treinador.
As outras mexidas promoveram rápidas mudanças, com efeito prático apenas de manutenção do resultado. Barreto substituiu um colaborativo Ricardinho, deslocando Douglas Moreira para a beirada. Em seguida, Caíque ingressou na vaga de Lucão.
Como mostra o flagrante abaixo, o time partiu para um 4–4–1–1, com Silvinho sendo o homem mais adiantado da formação.

Costumo tentar evitar rótulos e usar apenas quando for para exemplo de comparação. Por isso que não considerei a postura do Criciúma em Minas como uma “retranca” (da mesma maneira que não considerei assim a disposição do Oeste na rodada anterior).
Houve uma estratégia e ela foi bem executada pelo Tigre. Evidente que a transição defesa-ataque foi muito deficitária e o goleiro João Ricardo praticamente não trabalhou, o que é preocupante. Nada que Winck não possa corrigir até o próximo jogo, apenas em 9 de setembro.
