Turning Tables

Diário de Bordo, por Débora Almeida

E hoje a boba aqui toda feliz que tinha feito almoço saudável — feat. gravatinha integral, feijão fresco e almôndegas de frango com cenoura — daí na hora de dar almoço pro menino o que ganha? “Ovo mamãe!” grrrrr

O que eu fiz, tentei mais uma vez, dei umas colheradas, algumas foram cuspidas confesso. Mas não deu. Joaquim queria ovo. Daí fui eu fazer o ovo, porque o menino tinha que comer alguma coisa pra ir pra creche.

Enquanto ligava o fogo e me preparava, ele me pega e vira o prato, CHEIO DE COMIDA, na mesinha dele. Tipo ele levantou o prato, e a comida foi escorrendo, em câmera lenta… tudo em cima da Galinha Pintadinha. AAAAAAAAAh socorro!!! Que que a gente faz? Respira fundo pra não dar uns berro, chega a cadeira dele pro canto e diz “fica ai quietinho que você fez sujeira, só levanta quando eu deixar…”

Ok, o menino faz 2 daqui há 3 semanas, eu explicar que não pode jogar comida fora porque tem gente passando fome and so on ia adiantar algo? Não sei. Só sei que depois que fiz o ovo, limpei a mesa, enquanto ele ameaçava sair da cadeira, e eu colocava ele de novo. Tudo pronto pro segundo turno, falei com ele, expliquei, ele pediu “pupa mamãe” (desculpa na língua dele).

Pronto, segundo round. Ovo, caldinho de feijão, e sem ele ver amassei uma ou outra almôndega. Comeu, tomou suco, escovou o dente e pronto.

As vezes o jeito mesmo gente é respirar fundo, tomar água (ou comer um pedaço de chocolate), acalmar os ânimos, e tentar mais uma vez.

Na saída da escola encontrei uma mãe que me perguntou “O Joaquim está comendo direito? Porque a minha…” Dei risada e contei minha história do dia!

Show your support

Clapping shows how much you appreciated O Mundo Petit’s story.