Cheiro, flor branca
Passos não se sincronizam e caímos para os lados
de frente ou de costas, saímos do lugar
Cair é se movimentar, mesmo que os joelhos sangrem
Onda qual o seu momento mais extasiante?
Quereres, novidades, pujanças
O amarelo da carne é o que os olhos não veem
Aqui e acolá famintos de guerra
nos versos da prata se satisfazem antes do mar
que nas veredas do entorno procuram saídas
Neve, plástico e lixo
Aurora e vento e líquido e alma, albatroz
Me leva tom ao não sabido nada existe
Duocaminhantes do beber ferro, fogo, aço
Queratina, quebrantes, espinhos, lago
Na voz que encanta a morte certa, a certa amostra
Artear nos espinhoz de cobre, da foice da moeda
Dor não é desencanto, não é, não faz, não corta
Umbuzeiros de éter, luz de pitangueiras, cheiro, flor branca
Dor não é desencanto, não é, não faz, não corta
Umbuzeiros de éter, luz de pitangueiras, cheiro, flor branca
