Para o meu farol.

Onde passa, transforma tudo em poesia inata. Quando beija o rosto iluminado da vida, descendo a rua escurecida da zona onde encontra afago. Com seu café clichê, bebendo pra dizer como é bom gostar de algo.

Pulou o muro das cobranças, só pra me mostrar que existia amor. Quebrou o braço mais de sete vezes e mesmo assim, voltou. Maldita aquela altura e suas pernas trêmulas, você disse que tinha que se jogar, pois precisava escrever mais um poema.

Tá ali, sim. Tá aqui, sim. Me conta como você corre rápido assim. Paralisado na minha consequência, eu acompanho a sua viril indecência de se deixar fluir.

Mas não liga o rádio, que ta tocando o passo, que você me mandou ouvir. E eu choro toda vez lembrando das coisas que você disse que seriam melhor pra mim.

Nesse mundo que é só seu, foi-se então brincar de farol. Sinalizou ao navio do porto.

Torto.

Morto.

Eu.

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