Quanto mais velho, vejo a importância do perdão

Já pensei: “Se o tempo pudesse voltar atrás…”, — nada disso que estou passando havia acontecido. Ao pensar nisto, ignoro com clareza todas as coisas que já vivi nesses trinta anos. Mas, volto ao engajamento do agradecimento louvável, pois todo o passado construiu qualidades, defeitos e inquestionáveis valores. Além disso, proporcionou também honráveis possibilidades ao conhecer novos horizontes, pessoas maravilhosas, lindos corações e almas encantadoras. Vamos em frente!

NUNCA PERDOEI NINGUÉM. Isto começou ainda na infância, foi algo tão automático antes mesmo de ter conhecido a palavra perdão. Pois bem, no começou foi pela ausência do meu pai, aos doze anos, num pedido de ir morar com ele e assim, como procede um juiz criminal — pedido negado. Depois surgiram as delações (sem premiação), onde meu irmão fazia questão de manter a sua língua bem solta, devido vangloriar-se das encrencas que nos envolvíamos. Ah! Meu irmão, já tive vontade de enforcá-lo muitas vezes (caso venha a ler isto, sorria! Já te perdoei).

Em seguida, na adolescência, apareceram os primeiros “filhos da putas”, roedores de corda, os miseráveis, traidores, invejosos e toda a somatória incalculável existente de escória que haveria de percorrer ao meu redor neste mundo abençoado por Deus. E quando se trata da corrida pelo sucesso, a estrada é bem sagaz e venenosa.

Atualmente, retorno gradativamente a conversar com o meu velho, contudo é algo que vem sendo trabalhado para não envolver tantas emoções de ambos os lados. A racionalidade, ou melhor, a consciência do perdão é a confirmação amorosa de que tudo não passou de mero acaso, circunstâncias involuntárias que a vida nos dispõe.

O meu irmão… Ah! Esse “cuzão” é tudo pra mim, amo ele. Ops! Amo meu irmão e não o buraquinho dele….Risos. Estamos sempre em contato, mesmo quando não é possível estarmos juntos, já passamos por várias e continuaremos unidos. Ao mundo, sim perdoarei o trigo e deixarei de lado o joio. A minha mãe na sua modesta sabedoria sempre falou de liberar perdão. Então, este deve ser o momento de viver em paz comigo mesmo, viver sabendo que sou maior que o mundo.

Resumo:

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.

A vida é feita de difíceis escolhas. Porém, imensuráveis agradecimentos.

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