Inatividade da criação

Um arco-íris preto e branco.

Contou-se mais um dia no calendário. Nada fiz de diferente dos outros dias que passaram, apenas se foram, sem deixar marca alguma. É um crime próprio desperdiçar dias dessa forma, deixar que isso aconteça sob seu comando pessoal. A ausência da criação te torna num a mais. Viver na mesmice é apenas a aceitação do conforto de uma comodidade rotineira.

A inspiração preenche a mente e o corpo, mas é necessário que faça proveito dela, não se sabe por quanto tempo permanecerá. Ela é o resultado de diversos fatores: da música que você escuta, do ambiente em que você está, das pessoas ao seu redor, de como você se sente, et cetera. Tais fatores são variáveis, o que, consequentemente, implica na inspiração.

Escrevendo este texto, eu, por exemplo, escuto músicas clássicas, o que me tranquiliza e me inspira. Entretanto, o almoço ainda não está pronto.

Não se pode deixar cair no repouso, no “fazer nada”. As ideias surgem, da forma que seja, e a inspiração empodera tais ideias. Encontra-se o momento de transferência dos pensamentos para a matriz física. É de total importância dar início a esse processo para que tu não sucumbas ao efeito da doença chamada procrastinação. A não realização das ideias e o “deixar para depois” podem causar uma sensação de frustração, o que dificulta a relação com a inspiração, tornando assim cada vez mais sofrido ter novos pensamentos. Portanto, quanto mais se reproduz essas ideias, mais fácil é prosseguir neste ritmo, tornando-te numa pessoa produtiva e fazendo que evite o desperdício tão alto de dias.

Mover-se, buscar algo, parecem ser tarefas fáceis, mas, na prática, não são o que parecem. Sair da comodidade para pôr alguma ideia em prática é um desafio para quem não o costuma fazer. Contudo, é relevante saber que, embora a dificuldade, a realização do que se tem em mente faz valer a pena o esforço. O desconforto do processo tem como resultado o prazer próprio.

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