Da boa

Na primeira vez que usei num acreditei
Parecia mágica
Não aguentei, brisei
E ali na roda com os mano eu só ria
E sorria
Sentia que o mundo em volta
Nem existia

Tinha na folha do livro, caderno
E na seda
Tinha no bolso, na mão
Na boca e cabeça

E a magia era passada mão em mão
Conforme usada
Eu observava cada reação
E viajei naquela pira até ser despertado
Pela sirene e o cassetete do gambé
Pirado

Me chamou de vagabundo
Drogado
Perdi a brisa, ó…
Fiquei robado

Se pá o que eles não entende, na moral
É que o bang não faz mal nenhum
Que é natural
Que a expansão do pensamento
E a compreensão do sentimento
São o único efeito colateral

Tem quem fique bolado comigo
Quem não curte
E diz que é coisa de bandido

Mas eu consumo, indico e faço apologia
E digo a quem quiser saber
A quem quiser entender
Que a minha droga é a poesia.