Como foi o Estação Hack from Facebook Curitiba

Luiz Gonçalves
Sep 27 · 5 min read

Esse talvez tenha sido um dos eventos mais incríveis que participei

Hoje o Estação Hack / Facebook apresentou uma edição do evento itinerante #EstaçãoHackNaEstrada aqui em Curitiba, no Hotel Bourbon.

O evento trouxe empreendedores de impacto social de todo o país para apresentar a empreitada do Facebook para apoiar e acelerar startups que se proponham a atuar em causas sociais.

Keynote
Quem abriu o evento foi o Eduardo Lopes, Public Policy Manager no Facebook, que apresentou o que é a Estação Hack.

O Estação Hack, como explicado por ele, é um centro de inovação aberta que tem três grandes pilares:

  • Formar novos talentos em tecnologia
  • Capacitação em Marketing digital e Gestão de Negócio
  • Altíssimo impacto social

“Somos uma empresa com um propósito: conectar pessoas” — Eduardo Lopes

Em seguida, o Prefeito de Curitiba Rafael Greca foi convidado para contar como a prefeitura tem trabalhado para incentivar a inovação e tecnologia na cidade. Os pontos mais relevantes ditos pelo prefeito foram:

  • Implantação dos faróis do Saber com acesso gratuito e aberto à Internet
  • Criação do Tecnoparque e Parque de Software
  • Criação do Vale do Pinhão, que formou jovens em robótica (que inclusive ganharam o prêmio internacional de robótica) e também promove a inclusão digital de idosos (ensino de tecnologia e programação)
  • Host da FIRA Barcelona, evento de discussão sobre Smart Cities
  • Criação do CRIA, ambiente de inovação
  • Lançamento de Aplicativos Sociais
  • Desenvolvimento de apps em realidade virtual em museus e praças de Curitiba
  • Uso de tecnologia para criação de abelhas nativas (manutenção do ecossistema)

Algumas frases do prefeito foram bem inspiradoras:

“Queremos que a gurizada curitibana avance!”

“Transformamos um engenho de açúcar em um centro de aceleração”

“A inovação só vale se é um processo social”

“O que não se compartilha, se perde”

Nos Destaques dos meus IG Stories você pode ver mais sobre o evento: operfildoluiz

Apresentação da Artemisia
O Felipe Alves, gerente de seleção e apoio a negócios na Artemisia apresentou como a Artemisia tem colaborado com o cenário ecônomico brasileiro ao mesmo tempo que acelera projetos empreendedores com alto impacto social.

“Entre ganhar dinheiro e mudar o mundo, fique com os dois” — Felipe Alves

Além de apresentar a empresa, o Felipe trouxe dados sociais muito alarmantes sobre o Brasil:

  • Existem 52 milhões de pessoas na linha da pobreza (recebem menos de 22 reais por dia)
  • 150 milhões de brasileiros dependem 100% do SUS para ter acesso à saúde
  • 41% dos brasileiros não possuem ensino médio
  • Faltam 7.7 milhões moradias no Brasil (déficit habitacional)

Esses números, embora tristes, mostram um potencial enorme de atuar com projetos de impacto social.

Ao fim da palestra, o Felipe apresentou também 3 empresas aceleradas pela Artemisia: Vivenda, que faz reformas residencias com baixo custo; o Banco Maré, que traz soluções bancárias para as periferias; e o MEIFácil, solução completa de gestão de empresas no regime MEIs, recentemente adquirida pelo Banco Neon.

Painel com acelerados
Depois, o Eduardo Lopes reuniu 3 empreendedores que tiveram suas startups aceleradas e mentoradas pela Estação Hack para debater sobre impacto social e programas de aceleração

  • Tatiana Pimenta, CEO da Vittde, healthtech que conecta mais de 14.000 pessoas a psicólogos.
  • Alexandre Lara, CEO da BLU365, fintech que humaniza a quitação e negociação de dívidas
  • Raphael Mayer, co-founder da SimbioseSocial, lawtech que auxilia empresas a converter impostos em apoio a programas sociais

O painel foi bem intenso e algumas palavras-chave se destacaram, quando os entrevistados foram perguntados sobre ter seu business acelerado:

“Timing”, “Estrutura de governança sólida”, “Saber o que está sendo impactado de fato”, “Apostar 100% no projeto” e “Saber identificar o estágio do negócio”.

“Em pouco tempo, não fará sentido falar de empreendedorismo sem pensar em social.” — Raphael Mayer

Emordem: Alexandre Lara, Raphael Mayer, Tatiana Pimenta e Eduardo Lopes

Rodada de pitches
Ao final do evento, algumas startups curitibanas tiveram 3 minutos para apresentar suas ideias e receber 3 minutos de feedback de uma banca muito fera:

  • Tatiana Pimenta, Alexandre Lara e Raphael Mayer, participantes do painel
  • Ricardo Morais, co-fundador da Rico e CEO da Rodhium (também é Angel Investor e investiu em algumas empresas acelaradas na Estação Hack)
  • Pedro Lupion, deputado estadual do Paraná

As apresentações foram em sequência e a “regra” era que o modelo de negócio tivesse impacto social. Das nove startups, duas me fizeram literalmente arrepiar.

  • Veever, aplicativo de mobilidade para deficientes visuais. Arrepiei.
  • Iniciativa Divulgadores, edtech que busca despertar o interesse de jovens pela ciência
  • Nobis, startup que conecta profissionais da Gig Economy (principalmente desempregados) à clientes e empresas
  • Favo, agrotech que usa IoT para promover o cultivo local e em residências, focando em sustentabilidade. Arrepiei.
  • Laura, healthtech que usa IA e Machine Learning para prevenir mortes por sepse e infecção hospitalar
  • Helps, startup que usa gamificação para incentivar a doação de medicamentos e insumos médicos não utilizados. É a forma de se livrar da farmacinha que todos temos em casa.
  • BaduDesign, startup de design sustentável que ajuda mulheres de baixa renda e que sofreram traumas a se redescobrirem através da arte
  • OiCaixinha, clube de assinatura de atividades lúdicas infantis especializada em ajudar pais a interagirem com filhos com autismo, síndrome de Down e/ou outras deficiências cognitivas.
  • TinDin, startup de educação financeira que usa gamificação para ensinar crianças a lidar com dinheiro desde pequenas e ajuda pais a economizarem com seus filhos.
Felipe Locatelli apresentando o modelo de negócio da Laura

Panorama do evento
Já participei de muitos eventos inspiradores, mas o que esse evento proporcionou foi acima da média.

Não falei antes, mas o evento foi gratuito. E pra fechar, rolou brindes e coffee-break, que não pode faltar nunca, né? haha

🌎 Luiz Gonçalves

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Luiz Gonçalves

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