Loucura e esquisitice em um único exoesqueleto.

Tem ossos compridos e corpo magro, é uma pessoa desengonçada e afundada em semântica. Do tipo de ser humano que gosta de dançar quando esta na fossa, mas, as vezes, joga need for speed. Uma de suas melhores amigas chama-se Lowiza, tem ossos pequenos e grandes problemas. De uma maneira extremamente singular e muito particular, juntos são a combinação perfeita entre beleza, loucura e esquisitice…

Certa vez, numa manhã de inverno, pós rave, observavam o sol, peladões no banco de trás do carro, devia estar uns 3 graus, aquecidos apenas pelos corpos (um do outro) e um cobertor xadrez (pequeno de mais para cobri-los). A conversa era uma viajem só e de vez em quando um esquecia o que estava pensando… Teve uma reflexão profunda sobre os danos em ser acidentalmente miniaturizado e após a conversa fluir para vários temas, perceberam que o tempo quase não havia passado. Olharam mensagens no celular, entreolharam-se e sentiram que teriam uma história sobre aquele fim de semana. Logo ocorreu-lhes iniciar uma odisseia em busca de um after, e observar os fritos transitando pelos parques da cidade.

Fizeram checkout do pico, com vontade de nunca mais sair dali. Fumaram e conversaram sobre a ideia de pecado e o que comeriam no jantar, também conversaram sobre os efeitos positivos na autoestima de quem paga por sexo, e em como manter a calma em caso de apocalipse zumbi. Antes de parar para um leve laricada e alguma bebida, comentaram, ainda dentro do carro, em como um pensava em matar o outro caso necessário.

Voltaram para o carro andando pela rua, uma garrafa de batida de amendoim e uma do vinho mais barato. Divertiam-se falando em outras línguas sobre o planeta Terra, a loucura do nascimento, as variedades de peitos e deram palpites sobre a vida dos amigos que em breve estariam solteiros. Estavam criando jingles quando perceberam que haviam esquecido a pringles. Não dava mais para voltar, já estavam dirigindo pela costa. Pouco depois do meio dia estavam alimentados, quebrados e muito chapados, pegaram um quarto num hotel chamado Seattle. Ficaram deitados, mas não dormiram. Treparam pra caralho, com violência e tudo mais, e nem assim o sono veio. Estavam no banho quando decidiram ficar bêbados até vomitar na própria sombra. Mas não naquele lugar, talvez num luau ou em um pico que tivesse, no mínimo, bebidas.

Saindo do hotel deram de cara com um hóspede racista, mas tiveram a atenção tomada por uma mulher estranha que lhes pediu para ouvir uma história que a fizesse acreditar na humanidade. Levaram-a para beber com eles, conversaram sobre doença mental e fumaram vários cigarros antes de conseguir desligar-se daquela mulher que eles nem sabiam o nome, mais era muito mais doida que os dois juntos.

Depois de uma segunda fuga, encontraram uma festa na praia que não estava muito boa, mais eles ficaram muito loucos e causaram. Antes do sol nascer estavam jogando futebol no sabão em uma chácara no meio do nada, com pessoas totalmente aleatórias, divertidas e muito bonitas, existencialmente falando. Tinha uma sauna e um puta churrasco acontecendo, rolando uma somzera. Já estavam bem calmos, tomando uma cerveja e fumando mais um, quando avistaram um cara que vestia travesseiros, decidiram continuar conversando e fumando. Em certo momento, já depois do almoço, o sol quente e corpos na piscina, estavam lendo as mãos um do outro quando perceberam que sentiam-se muito bem e entreolharam-se instantaneamente, com sorriso entorpecido e olhar perdidamente vermelho e certo. Era hora de partir, eles tem esse tipo de amizade que nem todo mundo entende, antes acharam um quarto e juntaram loucura e esquisitice em um único exoesqueleto.