véspera de feriado

As vezes a chamava de gatinha, gostava de passear os dedos pela pele macia. Quando usava “pequena”, geralmente não tinha nada para dizer, era a voz rouca que queria ouvir. Saber que ela estava por perto. Simplesmente adorava ficar no quarto escuro, quieta, ouvindo as batidas aceleradas do coração daquela garota que a divertia contando história sobre o nada. Costumava sentir muita falta dela quando tinha que sair, e ódio de si quando achava- se possessiva demais, sentia vontade de ir embora. As vezes ela acordava chorando no meio da noite, nunca soube o real motivo. Por muito tempo ela foi sua vida, alguém por quem esperar. Jamais se esqueceria daquela véspera de feriado em que se conheceram. De como tudo pareceu planejado pra que fossem as últimas a chegar no show da Mary O and The Pink Flamingos, de como sorriram uma para a outra e do movimento dos lábios quando ela disse que formariam um belo casal de atrasadas.

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