Eu sorri

girando sobre os calcanhares 
e andando a passos largos
de braços leves 
eu sorri
quem é pode me culpar por viver?
eu senti a brisa e o ondular dos cabelos
que sussurravam palavras distintas ao meu ouvido
eu sorri
quem há de entender as incógnitas da vida?
e quem suficientemente forte ou tolo para deixar de sorrir por causa das incompreensões? 
as coisas continuam a existir, a mover e mover
mesmo que não compreendamos 
se a sinceridade que me toma desemboca em instantes frescos e o afrouxar dos pensamentos
me resta sorrir
bom, e que mau há em ser exatamente o instante que vivo?
eu sorri e vivo a sorrisos.

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