É a hora de ler ou de escrever?
Deus, sigo vossas regras.
Será que o momento convém mais para a deglutição antropofágica de estilo literário alheio ou para a regurgitação fecunda de coisas e mais coisas - mas já minhas - escolhidas ao léu?
[(Dizem que a escrita criativa encontra-se entre o limiar de ambas as práticas
Mas que bobagem: acabo de inventar esse dito.)
(Como resposta à demanda do silêncio mental, escrevo o que se permite vazar.
Manuseio o que escorre de mim, sem muita atenção às lógicas internas de Narrativa que ensinam nas aulas de Literatura¹.)]
¹: Ué, mas eu nem frequento aulas de Literatura, e muito menos sei o QUE É NARRATIVA. Se há aliás um livro com esse título na coleção Primeiros Passos, preciso ler.
Estou imitando Clarice, que imitou Virginia Wolf, que imitou não sei mais quem²?
²: Que boboquice!
Tem um menino correndo logo ali.
Esse menino sou eu?
Ou será que é meu pai a me ver correndo?
Ou será que é ele mesmo que corre e se vê no espelho?
Que esse texto é uma brincadeira sem graça, isso eu já sei, mas por que não mudamos o canal para o de Kafka mesmo? Seria mais redentor.
Cansei de tuas regras, deus.
