FOI SUADO! Samuel faz no fim, Botafogo arranca empate e dorme na liderança

Na manhã deste domingo (26), sob forte calor e na frente de quase 4 mil* torcedores no estádio Santa Cruz, o Botafogo suou bastante para arrancar o empate de 1 a 1 diante do Juventude-RS, evitando o que seria a primeira derrota da equipe de Márcio Fernandes dentro de casa. Em sua pior partida do ponto de vista tático, ocasionando por consequência vários erros técnicos, o Tricolor não seria páreo a vencer quem foi seu mais difícil adversário até aqui neste Campeonato Brasileiro da Série-C.
* ATUALIZADO! Fora anunciado no estádio um público de 4.372 pagantes. Depois houve a correção para 3.931 (verificação feita pelo boletim financeiro do jogo disponível no site da CBF).
A atuação do Tricolor, pelo 2º duelo seguido, não foi das melhores. Entretanto, acumular pontos é a parte importante nesta primeira fase. A igualdade no placar faz o Bota assumir a liderança provisória do Grupo B com 13 pontos ganhos, mesma pontuação do Guarani e melhor saldo de gols. O Bugre joga amanhã (27), às 20h00, frente à Portuguesa no Canindé.
O JOGO
Logo nos minutos iniciais de partida, o Juventude já ‘mostrava as caras’, dando uma prévia de como jogaria. Em situação complicada no campeonato, os comandados de Antônio Carlos Zago precisavam demonstrar recuperação e, para isso, ignorar o mando de campo e sair ao ataque. Foi o que fizeram! Aos 4 minutos, em boa descida de Lucas pela direita, Roberson recebeu dentro da área e chutou perigosamente à esquerda da meta de Neneca. Aos 11 minutos, dentro da área, Felipe Lima ajeitou a Roberson novamente concluir, desta vez, por cima do gol.
Visivelmente, os jaconeros estavam bem melhor posicionados em campo. A marcação do Juve incomodava a saída de bola botafoguense (tanto que o 1º volante Rodrigo Thiesen era obrigado a buscar a jogada quase dentro da própria área). O problema não era apenas no começo do lance. Com suas 3 linhas (defesa, meio e ataque) muito afastadas umas das outras, o Botafogo não conseguia manter a posse de bola e evoluir pelo campo. Os laterais subiam pouco, os meiocampistas forçavam o lance pelo miolo da defesa adversária e, assim, como se diz, os atacantes passavam fome. Desta vez, não houve tanta insistência em lançamentos. Nas tentativas dadas, porém, os homens de frente foram corretamente flagrados em posição de impedimento.
Ilustrando a situação e confirmando as deficiências do Pantera, sua primeira finalização aconteceu apenas aos 27 minutos em chute fraco de Alemão para fora. Entretanto, aos poucos, o Tricolor conseguiu estabelecer certa organização para atacar e equilibrar a partida. Aos 35, na primeira jogada efetivamente trabalhada, Alemão concluiu forte e a bola chegou a triscar o travessão antes de sair por cima do gol de Elias. Aos 44, depois de troca paciente de passes, contando com viradas de jogo, Diogo Campos cruzou, Alemão e Samuel deixam passar e Danilo Bueno, livre na área, chutou por cima.
NÚMEROS: ao fim do 1º tempo, 5 finalizações erradas e 1 certa sem perigo a cada lado

SEGUNDO TEMPO DE NERVOS À FLOR DA PELE
Na etapa inicial, o calor ambiente ‘subiu à cabeça dos atletas’. Logo aos 3 minutos, em jogada rápida do Juve, Hugo recebeu na área, tentou cortar Mirita, acabou derrubado pelo próprio Mirita e o árbitro assinalou corretamente a marca da cal. Antes da cobrança do pênalti, o batedor Roberson discutiu com Neneca e ambos levaram cartão amarelo. Roberson cobrou bem, rasteiro no canto para abrir o marcador.
Após o gol, a irritação tomou conta dos jogadores do Botafogo até os 12 minutos. Zotti tentou cobrar falta rapidamente e chutou em cima do adversário. A bola espirrou e seria dominada por Rodrigo Thiesen, se não fosse a sola da chuteira do lateral Lucas no peito do volante, caído sentindo dores. Passada a confusão e o desentendimento entre os atletas, o jogador jaconero recebeu o cartão vermelho.
Déficit de um gol, um jogador a mais, três substituições a fazer, fator casa…pasmem! Durante os 39 minutos no cenário 11 contra 10, o Pantera conseguiria o mesmo número de finalizações do adversário em desvantagem numérica. Desorganização tática, coleção de passes, cruzamentos e lançamentos errados e baile nos desarmes pró-visitante (no total: 9 do BOT e 17 do JUV) marcaram a atuação do time de Márcio Fernandes no jogo e nos minutos finais.
Depois de muitos erros e muita insistência, aos 42 minutos, veio o gol de empate. Danilo Bueno recebeu livre na ponta esquerda e cruzou. A zaga afastou e a bola caiu nos pés de Samuel Santos na entrada da área. O jogador fingiu o arremate de perna direita, limpou o zagueiro e chutou de canhota no alto sem chances ao goleiro Elias.
FICHA TÉCNICA — BOTAFOGO 1 X 1 JUVENTUDE/RS
Gols: Samuel Santos, aos 40’/2ºT (Botafogo); Roberson, aos 6’/2ºT (Juventude-RS).
Cartões amarelos: Diogo Campos e Neneca (Botafogo); Wanderson, Anderson Marques e Hugo (Juventude-RS). Cartão vermelho: Zotti* (Botafogo); Lucas (Juventude-RS).
*Expulso no banco de reservas.
Público: 3931 pagantes; renda: R$ 74.950,00
Botafogo — Neneca; Daniel Borges, Caio Ruan, Mirita e Diego Pituca; Rodrigo Thiesen (Francesco), Danilo Bueno e Zotti; Samuel Santos, Alemão (Mayc) e Diogo Campos. Técnico: Márcio Fernandes.
Juventude-RS — Elias; Vidal, Klaus, Anderson Marques e Pará; Wanderson, Lucas, Fahel e Roberson (Carlinhos); Hugo (Neguete) e Felipe Lima (Bruno Ribeiro). Técnico: Antônio Carlos Zago.