A Internet das coisas industrial (IIoT) é nova ou velha?

Essa é uma pergunta mais complexa do que você imagina. Se você presenciou o bombardeio publicitário da última década, talvez tenha concluído que grandes indústrias acabaram de descobrir o poder dos dados. Só agora que os portos estão sendo equipados com sensores e softwares para otimizar o tráfego. Cidades acabaram de adotar LEDs inteligentes que reduzem o consumo de energia e as demandas de manutenção. Mas isso não é verdade.

A mensagem por trás disso é que o século XIX foi repentinamente descoberto no século XXI. Se formos mais a fundo, vamos descobrir que os dados e sistemas animados por dados têm sido essenciais no chão de fábrica há décadas. O primeiro robô industrial, Unimate, foi ativado em uma instalação da General Motors em 1959. Os sistemas SCADA para controlar equipamentos industriais estão entre nós há tanto tempo que muitos já se esqueceram, ou jamais aprenderam, o que significa a sigla. Os produtores de petróleo e gás desempenharam um importante papel na disseminação de tecnologias, como GPS e visualização de dados.

Outro fato interessante: a idade média de um transformador nos EUA agora está em torno de 43 anos, sendo que alguns chegaram aos 70 , ou seja, estão bem além de sua garantia de 35 anos. (A imagem que você está vendo é de um conjunto de equipamentos de tubulações e bombeamento de um centro de tratamento de esgoto em São Francisco, EUA. O equipamento data da década de 1950. Ele não está mais em uso, mas ainda está lá.)

Então, qual é a resposta certa? As duas coisas. O que estamos vendo na IoT industrial é uma mistura entre o velho e o novo. Os fabricantes não estão correndo para substituir equipamentos velhos por novos modelos inteligentes. Em vez disso, estão adicionando rádios sem fio e gateways de IoT para efetivamente obter os mesmos resultados (ou resultados melhores) com muito menos dores de cabeça. O velho volta a ser novo.

Veja, por exemplo, a J.D. Irving. O conglomerado canadense de 135 anos é o quarto maior fornecedor de batatas fritas congeladas, produz papel para revistas como Vogue e planta cerca de 20 milhões de árvores por ano no maior projeto de reflorestamento do Canadá.

E ainda faz papel higiênico. Em suas fábricas, um grande rolo de papel de luxo em uma extremidade de um equipamento chamado “serrador de toras” resulta em uma cascata de rolos idênticos de 15 cm. Entretanto, mesmo que estejam localizados nas fábricas, os serradores de toras são “remotos”, isto é, as informações no sistema de controle são efetivamente isoladas. Trocar o sistema existente custaria algo em torno de US$ 31.500, basicamente em custos de mão-de-obra e cabeamento.

A inclusão de sensores sem fio saiu por US$ 9.600, segundo Keith Flynn da RtTech Software, que colaborou com a J.D. Irving no projeto. Como resultado, agora a empresa pode executar tarefas como análise de vibração, manutenção preventiva ou gerenciamento de energia em picos. A tecnologia sem fio também oferece outras possibilidades, como o gerenciamento de tráfego de empilhadeiras automáticas.

Da mesma forma, os operadores de ferrovias estão buscando formas de ajustar os sensores sem fio nos vagões de carga para evitar contratempos e possibilitar uma melhor análise forense.

Nem toda situação possibilita uma modernização. A Dell monitora o consumo de energia e a integridade dos equipamentos de seus datacenters micromodulares com gateways de IoT. Pense no micromodular como a recepção da Netflix em seu bairro. As operadoras e os fornecedores de conteúdo instalam esse recurso para localizar os vídeos mais populares (ou documentos comerciais) mais próximos dos usuários, reduzindo o tempo de espera e os custos de telecomunicação.

As modernizações são a resposta para tudo? Não. Muitos desses ativos foram instalados há décadas, muito antes de os vírus de computador serem usados como armas. A instalação de gateways exige que as políticas de segurança sejam revisadas e enrijecidas. As empresas também precisam passar pelo processo de determinar se querem manter e analisar a maioria desses dados no local ou se querem terceirizar a tarefa.

Mesmo assim, o menor custo e a maior sofisticação dos sensores e algoritmos, junto com o crescimento do portfólio de plataformas de análise, implicam que a atualização para a tecnologia sem fio será cada vez mais uma escolha unânime. É uma forma mais simples de experimentar.

E isso significa que muitos equipamentos próximos da aposentadoria terão sua vida útil prolongada.

Por Michael Kanellos, analista de tecnologia na OSIsoft.

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