A DEIXE EM PAZ

Ela virou pra ele com os olhos carregados de paixão, uma carcaça cheia de limites e barreiras, nada de expressar emoções. Durante o diálogo ele inquieto quer toca-la, cócegas e brincadeiras de tato, faz piadas e tira sarro, é sua melhor desculpa para abraça-la e dizer: “Estou brincando.”
O sorriso dela, apesar de contido é inevitável, impossível controlar o coração acelerado, seu cérebro entende as emoções, transmite tremor às suas mãos delicadas, porém úmidas de suor, ele causa isso. Depois de algumas piadas aqui e ali, ela exclama: “Me deixa em paz!”. A mente dela viaja por um minuto, pensando que ele seria o cara certo pra essa tarefa, pensou em uma massagem, um disco do Djavan e algo doce pra comer, cheiro de incenso na casa, roupas jogadas no chão e seus sapatos misturados na beira da cama, pensou em uma filha linda, um cachorrinho e um filme na TV talvez, tudo isso certamente a deixaria em paz e era dele que ela precisava, pena que ele entendeu que era pra parar e isso nunca se tornou real!

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