É PECADO OU NÃO?

Não há mais senso ético para os cristãos contemporâneos, sua vida é regida pela linha tênue do que é ou não pecado. Dificilmente teremos Reis Davis nos nossos dias, enquanto nossa oferta tiver apenas um mínimo aceitável para expiação de nossas culpas e nossas questões girem em torno do que nos condena e não do que nos edifica. São esses caras que ao descobrirem que tatuar não é pecado se tatuam, que beber não é pecado então bebem, que a igreja não salva então a abandonam… Pobres imaturos, que ainda vivem movidos pela Lei, tornam as Escrituras um livro de regras e o cristianismo em uma religião de quem não faz: não bebe, não fuma, não transa, não ouve música secular. Mas são esses mesmos parasitas que também não se movem pela compaixão, não se envolvem na problemática da cidade, não compartilham enquanto não lhe é mendigado.

Esquecem-se que a essência do Cristo não se limita ao não pecado, mas ao extremo desejo de agradar ao Pai. Enquanto essas discussões inúteis ocupam nossas mentes, nossa vergonha é exposta diante de um Deus que esperava nossas ações e não apenas nossa repulsa ao mal. Temo que esses legalistas que baseiam sua fé somente na salvação ou condenação, na sua sede de interpretar equivocadamente aquilo que é permitido, um dia descubram que roubar também não os leva ao inferno, que agredir o diferente não é pecado, desde que seja pelo motivo certo e que compartilhar o pão não era literal, mas subjetivo, se isso acontecer nós estamos ferrados, pois não há ética para esses caras, apenas uma regra que se interpreta como “pode” e “não pode”.

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