Highlighted by Otávio Gergely

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O problema já seria grave se eu parasse por aqui. Mas outra questão que precisa ser debatida é o programa de matérias cobrado no vestibular. Para mim, não faz o menor sentido um vestibulando de filosofia ser obrigado a saber como funciona o campo magnético em uma espira percorrida por corrente elétrica. Isso não lhe será útil em momento algum da vida, a não ser para passar no vestibular. Por que um estudante de biologia deve conhecer sobre volumes de sólidos e teoremas matemáticos que só são necessários para fazer contas e algumas demonstrações? O mesmo é válido caso trocassemos os papéis. Alguém de exatas não precisa conhecer detalhes da anatomia vegetal. É obvio que o conhecimento sobre todas as áreas é necessário para uma boa formação social, cultural e tudo mais, mas não nesse nível de detalhe como é oferecido aos vestibulandos. Matérias como essas rendem noites em claro, rendem estresse, levam o aluno a conhecer a baixa auto estima. Perdi a conta de quantas vezes vi gente chorando nos corredores do cursinho após ter se saído mal em uma prova. O começo do ano é uma maravilha, todo mundo muito animado, mas lá pra outubro, ninguém aguenta mais se sentir tão inútil. Parece que você estudar cerca de 10 horas por dia (ou mais!) não traz resultado. Parece que pegaram varias massas de modelar de várias cores e formatos diferentes e colocaram todas numa única forma. Estudar assim cansa. É completamente desmotivador.