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Considerando a luta do Botafogo sem Medo, desde 2011, por transparência, separação do social do futebol e valorização do torcedor; acreditamos que o momento atual exige uma gestão compromissada com a transição do futebol para a Botafogo SA (ou SPE), gerida por profissionais do mercado, e do social para um modelo autossustentável e adequado à nova realidade sem o futebol.

Após as desastrosas gestões passadas recentes, o Botafogo precisa urgentemente implementar um projeto moderno e que possa recuperar o clube, tornando-o saudável novamente para só, então, pensar em novos investimentos.

Embora isto pareça óbvio a todos, a luta interna será dura, pois muitos dos que fizeram o Botafogo chegar ao estado falimentar atual continuarão presentes. São pessoas que sempre se opuseram aos projetos defendidos pelo Botafogo Sem Medo e que tentarão desvirtuar ao máximo os projetos da SA e do social autossustentável, pois tais projetos significam o fim dos amadores administrando de forma patrimonialista os recursos e o destino do Botafogo. …


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Em 1964, Ulysses Guimarães foi mais um a ser a favor do golpe que levou à asquerosa ditadura militar. Felizmente, percebeu logo o erro, mudou rapidamente de lado e foi uma das mais importantes vozes para a redemocratização. Depois, como todos se lembram, foi o presidente da Constituinte, pai do nosso livrinho.

Decisões ruins de homens públicos têm consequências graves, mesmo considerando que, em 1964, ninguém parecia se importar — ou lutar — por democracia.

Mas imaginem se homens como Ulysses Guimarães tivessem sido, vamos dizer, cancelados? Como seria essa luta pela volta à normalidade? Com ele, tantos outros não seriam aliados em uma batalha na qual todos eram necessários.

Hoje, no afã de sermos os mais puros, corremos a apontar o dedo de culpado para todos que pensam diferente. Como se só houvesse um grupo culpado por Bolsonaro. Não há como avançarmos assim.

Em 2018, a qualquer época, Bolsonaro já estava eleito. Não havia muito o que fazer, exceto, talvez, uma união no 1° turno; mas todos sabiam que isso não seria possível. Havia interesses maiores em jogo de cada um dos partidos.

Assim, sem se alongar muito nessa parte, as condições para eleger alguém como Bolsonaro foram sendo plantadas durante muito tempo, desde a própria Constituição, híbrida em sistema parlamentarista-presidencialista que favorece o “toma lá, dá cá” sem responsabilidades e, principalmente, incapaz de melhorar a vida do brasileiro no longo prazo; passando por Collor e seu confisco; Fernando Henrique, sua reeleição e a noção de que as regras do jogo podem ser mudadas durante o jogo; Lula e Dilma, pela corrupção desenfreada, por minar a credibilidade da imprensa e pelo festival de mentiras para ganhar uma eleição; e, claro, Temer, por ser o corrupto que sempre foi.

Some-se a isso, uma profunda indiferença de todos esses com a segurança pública. Todos criaram as condições para o festival de mentiras e reducionismo alimentados por Bolsonaro e que construíram a ideia de mito. …


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Inicialmente, devemos repudiar qualquer espécie de violência. Não há discussão quanto a isso. Mas é necessário entender o comportamento da torcida do Botafogo e, para isso, há alguns pontos que são deixados de lado em várias análises, como o papel da imprensa, da Polícia e da diretoria do Flamengo.

Não há como analisar os episódios de violência ocorridos ontem no jogo entre o Botafogo e Flamengo sem voltar uns bons anos nessa história.

Sem entrar na parte da violência entre as organizadas, o torcedor comum do Botafogo já sofre há muito tempo para tentar ir ao Maracanã e ver o clássico. Vi um arrastão na geral feito por flamenguistas. Nas estações de trem e durante as viagens, há sempre um temor de ser abordado por uma conhecida facção que sempre age contra violência contra todos que não são flamenguistas. …


Neste texto discuto as possíveis causas para a nova precificação do Estádio do Botafogo ter dado errado, as razões e uma possível solução para minimizar o dano.

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Setor Norte com bom público

Nos últimos 2 jogos, o Botafogo praticou uma nova política de preços, com setor norte custando R$20, enquanto o Leste estava R$60 e o Oeste, R$80. O resultado, a princípio, foi uma migração do público do setor Leste para o Norte.

Ou seja, uma prática que era para atrair um público novo para um setor destinado a ser popular por causa dos baixos preços, parece apenas ter feito torcedores saírem de um setor mais caro e consolidado para um mais barato. …


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Entendendo o comportamento da torcida do Botafogo no Estádio Nilton Santos

Fiz a comparação entre os números da torcida do Botafogo neste último domingo contra o Athlético/PR e os 7 jogos anteriores no seu estádio. O objetivo é tentar entender se a medida de baixar substancialmente o preço da Norte (R$20) em comparação aos da Leste (R$60) e Oeste (R$80) geraria uma migração entre os setores.

Antes de continuar, sempre defendi uma mudança similar, já que não entendia o setor mais popular (Norte) não ter a maior taxa de ocupação. …


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Eleições no Botafogo

Texto originalmente publicado no Twitter

O Botafogo tem milhões de torcedores, mas há uma parcela relativamente grande que vive o clube mais intensamente. Nestes, há muitos cujo único objetivo é apenas obter alguma espécie de benefício — que pode ser exposição ou poder (para ser bem generoso)

Assim, quem têm essa aspiração, busca colar em qualquer um que detenha mais poder (ou possibilidade de ter). O resultado é uma coisa nojenta e humilhante. Novos e velhos com ausência de personalidade cujo único objetivo é satisfazer o próprio ego.

Quem perde com isso é o Botafogo.

Quantas pessoas com boas ideias e que efetivamente poderiam contribuir não foram (ou se) afastadas por simplesmente não aguentarem seguir este caminho? Quanto prejuízo o Botafogo não vem tendo com essa postura? …


O que vai abaixo é uma compilação de microposts feitos por mim nas madrugadas. Tratam-se de uma história ̶n̶ã̶o̶ ̶t̶ã̶o̶ fictícia sobre um reino não tão distante. Há um rei empossado e outro afastado, uma corte, uma burguesia e os seus súditos.

São 20 microtextos, todos terminados com um “tenham uma boa noite”. Afinal, alguém precisava ter uma.

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28 de julho de 2018

A vida deve ser muito dura para quem se tornou tudo aquilo que se condenava — e que agora passa a nos condenar.

O passado soa limitador, mas ele não passa de uma assombração revelada toda vez que se encara o espelho pela manhã. …


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O storytelling é o método que empresas usam para criar uma narrativa, de fortalecer a ligação entre o produto (ou serviço) com os seus consumidores.

Já nós, consumidores ou não, fazemos isso o tempo todo com as histórias que ouvimos. Criamos narrativas tão fantásticas quanto às das empresas para o nosso conforto — pois conforto é tudo o que buscamos na avalanche de informações.

Imagine como seria se cada notícia nos desafiasse, colocasse em xeque tudo que acreditamos e sentimos? Não há estabilidade emocional — muito menos tempo — que suporte algo assim.

Por que, claro, desta maneira, os anos passam e as narrativas que criamos são arrumadas de forma quase automática. Qualquer notícia é sumariamente classificada de acordo com os nossos preconceitos e, assim, vamos fortalecendo as nossas estantes mentais de julgamentos. …


Que, em 2019, você use o tempo ao seu contento
Você seja o senhor. E que, a qualquer momento,
Se possa decidir, de maneira livre e espontânea,
mude — não dependa do tempo, a entidade mais errônea

Temos mania de marcos, de traços ilusórios no chão
Uma simpatia, sem mudanças, e esforços em vão
Não dá — e nunca serão
Não é uma camisa branca a causadora da redenção

É engraçado
Começamos de espírito renovado
Mas, lentamente, voltamos a ser nós mesmos

O refrão prova que somos precipitados
Mudando o rótulo — sempre estaremos errados
OK, difícil haver fé em mudanças aleatórias
Mas, se não houver, quem escreverá suas histórias?

Que, em 2019, não vivamos no automático
Tenhamos empatia até com aquele antipático
Mas — de verdade
Seja tudo isso apenas se for sua vontade

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Joe Strummer em 1985 (Bob Gruen)

Há 16 anos, uma ex-namorada me acordava com a devastadora frase: Joe Strummer morreu. Hoje, tão distante daquele ano de 2002, talvez não soe tão perturbadora a notícia. Mas, para nós, fãs de Clash naquela virada de século, existia uma remota possibilidade de eles se reunirem novamente.

Algumas semanas antes da sua morte, em um show dos Mescaleros (banda de Joe) em benefício da greve dos bombeiros de Londres, Mick Jones fez uma aparição e tocou com o seu antigo companheiro de grupo pela primeira vez desde 1983. …

About

Thiago Pinheiro

Jornalista e fugitivo arrependido do curso de Literatura

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