VII

Por um mundo menor

Caiu a noite. 
Meu peito começa a apertar, 
os pertences esquecidos cavam um vazio dentro de mim.

Logo de manhã, 
saímos,
com a esperança de que a vontade é capaz de tudo,
a vontade de encontrar novamente.

Até o último minuto
meu coração se debatia
de teimoso
em não querer acreditar.

Minha confidente estava indo embora. 
Meu chão firme,
meu norte,
minha esperança no mundo
pegara o avião com destino a lutar pelo seu destino.

As lágrimas dela começam a cair,
não consigo me conter.

A garganta trava,
a boca torce,
abraço forte.

Meia dúzia de meses antecedentes
ali estava eu,
em frente ao portão da senhora pesadelo,
segurando uma placa com um nome errado.

Tudo está errado. 
Esse mundo é grande demais.

Por Giulia Savoi