“Desde que me conheço por gente”, penso que existem dois dias especiais em nossas vidas: o dia em que nascemos e o dia em que descobrimos o porquê nascemos. Entre os caminhos da vida, o segundo dia demora chegar e, com diversas perguntas e/ou questionamentos, surge o desejo por saber de onde viemos [a origem]. Contudo, para saber alguma resposta se quer, é preciso atravessar uma fronteira de conhecimento e fé.
Pequenez do localizador humano-espacial
Com o objetivo de delimitar certa área, o ser humano, ao longo dos anos, criou diversas escalas de medidas e, atualmente, para medir certo objetivo ou certa área, usamos o comprimento em metro. Com isso, após várias evoluções científicas, a maior escala já encontrada no tamanho universo é de 13,7 mil milhões de anos-luz, aproximadamente, cerca de 10²⁶ metros. Não o tamanho do universo em si, mas do horizonte visual, o que, consequentemente, não deixa uma resposta concreta para a finitude ou infinitude do Universo. Descendo de cinco em cinco ordens de magnitude [10⁵] tem-se a escala galática, depois a escala das distâncias às estrelas, por mais cinco ordens, tem-se a unidade astronômica, então partimos para a escala do raio da terra, até chegar a escala de magnitude a qual o homem se localiza: o metro. Porém, o ser humano, com o intenso almejo de descobrir a pequenez da finitude maior, com conhecimento extremo, desceu mais cinco magnitudes e obteve a escala das bactérias, com mais cinco magnitudes encontramos a escala do átomo de Angstrom, até chegarmos em 10-¹⁵, a escala dos constituintes do núcleo atômico: os nucleões e os protões. Intensamente incessante e curioso, no início do século XX, em Manchester, sob a direção do físico Rutherford, o homem foi além e diminuiu ainda mais a magnitude, sendo capaz de observar que dentro do nêutron e do próton há mais três partículas elementares: os quarks. Assim, depois de ver a extraordinária escala do horizonte cosmológico até a pequena escala dos quarks, nos deparamos com 45 ordens de magnitude. E para que saber sobre todas essas ordens de magnitude? Para concluir que a evolução do extraordinariamente grande é dada pelo extraordinariamente pequeno, bem como ressaltar a pequenez humana diante do Universo em si.
Partículas marinhas espaciais
Todos os dias, ao cumprir com nosso cronograma diário, somos bombardeados intensamente por diversas informarções, o que nos causa um querer por “saber” cada vez mais. Por existir tantas ideias, tantas dúvidas ou tantas perguntas tão simples, podemos compará-las com as partículas, devido à tamanha simplicidade. Então, por tantos questionamentos inexplicáveis, formamos um belo mar vasto de partículas[dúvidas] o qual, mergulhamos todos os dias, cada vez mais e mais, a procura de uma resposta.
Mar do Espaço
Camadas, dimensões ou planos… Resumidamente [por não ser um artigo científico], a dinâmica do universo se deu no ano de 1929 pelo astrônomo Edwin Powell Hubble. A partir do desvio para o vermelho das linhas espectrais. Tal desvio foi interpretado como o famoso efeito Doppler. Então, foi concluído, através desse experimento, que as galáxias se afastam da nossa. Contudo, 14 anos depois de Hubble, uma nova teoria da gravidade surgiu, a Teoria da Relatividade Geral do físico Albert Einstein, dizendo que é o próprio espaço que se expande e as galáxias são objetos co-móveis. Hubble descobriu a expansão do universo e confirmou as ideias sobre o espaço tempo dinâmico de Einstein. Logo, o universo se expande devido ao fato do espaço-tempo ser dinâmico.
Ondas espaciais: Em busca de uma resposta, do ponto de vista “científico”, para a origem da vida, o ser humano mergulha no espaço, onda por onda, até chegar na profundidade questionável a qual é um mero reflexo do que existe dentro de nós, uma resposta para satisfazer o que esperemos, [certas vezes], em virtude da complexidade do universo e da grandeza ou pequenez da humanidade.

