“Recordar é sofrer o que não se viveu”

Entre todos esses seus simples gestos, fico com todos, entre todos os abraços que não foram dados, recordo-me de todos com imensa nostalgia. Nostalgia do ficar, sentir e focar entre esse infinito labirinto que és tu mulher.

Recordo-me do lar que não tivemos e a família que não formamos, do jardim que não conservamos, dos netos que não terei, dos tão sonhados filhos que não tivemos e do acordar ao teu lado.

De todas as festas, das bodas que não alcançamos e a eternidade que não moveu um só dedo a nosso favor. Ao primeiro olhar, ao ultimo encontro inexistente. O beijo trêmulo e os olhos fixos em uma só sincronia. Todos os domingos de alegria e os dias semanais de tristeza por não pode te ver e todos os obstáculos vencidos por uma paixão jovial, perdida em uma lucidez não tão sóbria assim.

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