O rastro que eu deixo revela quem eu sou

Durante toda nossa vida aprendemos a ressaltar o belo, buscar a beleza da vida em suas diversas manifestações. Observar o próprio rastro demonstra atenção e presença. Força ao aspecto da retidão que o olhar Outonal pede. Hora do florescer interior. Assim como o “eu” deve morrer para o verdadeiro “eu” nascer, ao olhar para meus erros e defeitos aprendo sobre minha própria essência.

Assim como Chögyam Trungpa mestre Budista diz em seu livro O Mito da Liberdade no trecho:

Lidando com a Negatividade

“Nós todos experimentamos a negatividade – a agressão básica de querer que as coisas sejam diferentes daquilo que são. Apegamo-nos, defendemos, atacamos, e por toda parte responsabilizamos o mundo pelo nosso sofrimento. Isto é a negatividade. Nós a vivenciamos como alguma coisa terrivelmente desagradável, malcheirosa, da qual desejamos nos desvencilhar. Mas, se a examinarmos mais profundamente, descobriremos que ela tem um cheiro substancial e muita vida. A negatividade não é ruim per se, mas algo vivo e preciso ligado a realidade.”

A negatividade diz respeito às filosofias e aos racionalismos que utilizamos para justificar o escape de nosso próprio sofrimento. Gostaríamos de fingir que esses aspectos “maus” e “malcheirosos” de nós mesmos e do nosso mundo realmente não existissem, que não devessem existir. Portanto a negatividade é, em geral, auto-justificante e auto-suficiente. Não permitem que nada penetre em seu escudo protetor”

Ao fazer uma analogia com o resíduo que geramos em nossos dias podemos comparar aos racionalismos de nossas próprias desculpas e escapismos.

Ao observar a sombra de nossos atos entramos em contato com a matéria fértil da nossa própria evolução. Uma planta não cresce sem a matéria orgânica, sem adubo, sem utlizar o “mal cheiroso” e o “sujo”. A vida se alimenta da própria vida. Se fortalece aonde padece.

O adubo esta para as plantas assim como nossas sombras estão para o florescer interior.

As comunidades dos Quéros que vivem aos pés dos Andes indetificam, os picos nevados e os rios como membros de suas famílias

Os mestres Quéro costumam dizer:

“Este é meu Apu, Apu Alsangate esse é meu rio, Otorongo Cotche.”

Na Bolívia a lei de Proteção a Patchamama” (mãe terra) da direitos humanos a natureza.

A Nova Zelandia acaba de dar status de humano para um rio.

A idéia do movimento Resíduo Zero é trazer não só o aspecto ambiental para sua execução.

O aspecto humano (as meninas da limpeza), o aspecto educacional (sermos responsáveis por nossos atos), o aspecto sustentável (reduzir nossa pegada e nosso rastro), o aspecto social (compartulhar as boas práticas com a comunidade escolar e do bairro).

Ao adentrar no sentido de si observo quem serei em relação ao mundo.

O que deixo de rastro o que levo adiante.

Ao reconectar com a mãe natureza, mãe primordial me conecto com o milagre e mistério de Golgota a Eterização da terra pelo sangue de Cristo. Proteger a terra é proteger o cristo etérico que vive dentro de cada um de nós.

Que sejamos um espaço que entende suas limitações e conhece suas responsabilidades. Façamos da nossa escola o espaço multiplicador, regenerador para alncaçar as esferas e méritos que coroaram a raça humano nos primórdios de nossa existência.

Kausay Pah! Pela Vida!

A-HO *

* Expressão oriunda das tribos do norte que diz que significa:

Mesmo que eu não concorde com sua fala eu respeito suas palavras.

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